terça-feira, 30 de junho de 2015

Intolerância com a tolerância.

                Não sou contra casamento homossexual muito menos contra homossexuais e nem contra quem colocou o perfil colorido nas redes sociais. Hoje em dia tudo colocado em redes sociais é perigoso. Ter opinião é complicado. Na rede social tudo é imediato e qualquer moda gera discussão, que a meu ver é inútil.
                O fato de os americanos aceitarem o casamento homossexual mobilizou o mundo todo e motivou uma onda arco-íris nas redes sociais. Não sou contra, mas não vi necessidade em colorir o meu perfil. Achei uma atitude bacana e fiquei assustado com a repercussão negativa de alguns.
                Não sou religioso. Nas redes sociais muitos evangélicos, cristãos e seguidores de alguma religião sempre postam mensagens religiosas e nunca me incomodei com isso e nem sou contra. Tem gente que coloca fotos de mulheres seminuas; gosto de mulher, mas acho vulgar algumas fotos. Algumas mulheres colocam fotos de homens sarados, sem camisa; não gosto de homem, mas também não sou contra quem gosta. E as postagem sobre políticas que já estão enchendo o saco, mas mesmo assim não sou contra. Tem postagem que não concordo, mas não critico. É a opinião da pessoa, sendo certa ou errada não cabe a mim julgar e cada um sabe o que pensa, embora ainda acho que alguns deveriam ficar calados.
                Opinião hoje em dia é complicado, ainda mais em redes sociais. É uma vigilância da vida alheia enorme, tudo gera polêmica. Um simples arco-íris gerou uma revolta sem cabimento, afinal você é contra casamento homossexual ou contra quem coloca o perfil em arco-íris? Pessoas falando em família, da fome da África e outras coisas que não tem nada a ver. Será que essas pessoas fazem doação para as criança africana? Temos bolsa família que todos criticam, mas não fazem nada para dar certo. Tem iPhone, tablet e outros produtos eletrônicos e mesmo assim preocupado com a fome mundial?
                Sempre tive cuidado em falar sobre homossexuais e outros assuntos porque tenho filhos e não posso cria-los para maltratar alguém ou até mesmo ser radical em certos assuntos. Falo para eles estudarem e lerem sobre todos os assuntos, pois só podemos opinar se soubermos como é tratado certos assuntos. Vejo muita gente criando de uma forma bem radical seus próprios filhos... mas cuidado... não sabemos o que nossos filhos serão ao crescerem.

                As pessoas estão individualistas mesmo assim se preocupam com os outros, de forma negativa. Tem que haver respeito e coerência nas posições. Hoje a palavra do momento é tolerância mesmo existindo tanto intolerância no mundo.

Polêmica Sertaneja

             Confesso que não conhecia Cristiano Araújo e muito menos ouvia suas músicas, mas respeito quem gosta. Confesso que não é um segmento musical de meu interesse por isso nem busquei informação de quem teria sido Cristiano Araújo, só observei as polêmicas envolvendo sua morte.
                Com esse fato percebi como a mídia gosta de transformar um acidente trágico em ídolos. Sei que ele devia ser ídolo de muita gente, mas acho também que a mídia nos empurra goela abaixo os ídolos que às vezes não queremos.  Muitos podem falar que se fosse um ídolo do rock eu estaria procurando informações da sua morte.
                Em minha opinião, exagerado é a forma que foi conduzida a notícia pela Globo, por exemplo. Teve apresentadores que não sabiam quem era Cristiano Araújo e nas redes sócias tinha gente achando que era dupla e é, a partir desses fatos, que nossa preocupação deveria aparecer.
                A Globo se mostrou bem interessada no assunto e sempre que a mesma tem um interesse intenso, eu desconfio. Também não acho certo a exposição das famílias e muito menos do acidente. Todos os dia vejo minha rede social e me deparo com fotos de acidentes, crianças machucadas, animais mal tradados e outras coisas mais... mas quando são de seus ídolos não é correto. Não estou defendendo quem fez e publicou, mas isso tem todos os dias e ninguém faz nada contra.
                Pegamos o acidente com o candidato Eduardo Campos, todos se comoveram e tiraram até selfies e posso quase ter certeza que muita gente não o conhecia. Eu mesmo nunca tinha ouvido falar, somente depois de sua candidatura. O engraçado é que quando morreu ficou legal e a mídia, mais uma vez, fez um alarde para mostrar ao povo: “mais um herói morreu”.
                Até acredito que Cristiano Araújo iria virar um Luan Santana, Gustavo Lima ou um Michel Tcheló, mas realmente não era conhecido no Brasil inteiro. Agora todo mundo sabe quem foi Cristiano Araújo.
                A declaração do Zeca Camargo foi inoportuna e feita num momento errado. Assisti ao vídeo até o final para não acompanhar os “modinhas” que nem sequer assistiram, mas já estavam xingando. Confesso que é um assunto a se pensar. A pressão da massa para nos impor ídolos que nem conhecemos. Confundem o verdadeiro significado da palavra admiração. Muitos não sabem a diferença entre admirar e idolatrar. Só pra constar: ídolo é uma construção com afinidades de cada um. Nunca gostei de Fórmula 1 e só gostava dos pilotos brasileiros, mas não tinha como ídolos. Mesmo assim sei da importância de Ayrton Senna na vida de alguns e acredito que ele era ídolo de muita gente, inclusive lá fora. Renato Russo foi um dos meus poucos ídolos. Quando faleceu eu estava no Rio e fui prestar homenagem na porta de seu prédio. Ídolo é individual de cada um, mas hoje a mídia transforma tudo em herói, para o Bial os bbbs são heróis!
                Devemos tomar cuidado ao expressar opiniões hoje em dia, pois a informação está rápida demais e às vezes uma vírgula pode mudar todo um significado para alguém. A interpretação é livre e isso é perigoso nos dias de hoje.
                E só para constar não tenho nada contra quem é adulto e compra livro para pintar!

sexta-feira, 27 de março de 2015

Liderança – Líder – Liderar

Alguns significados de Liderança:
Liderança
É a capacidade de influenciar um grupo em direção à realização de metas.
Liderança é algo que influi, através de várias pessoas, por meio do processo de comunicação, para consecução de objetivos específicos, também sendo como um fenômeno que envolve vários grupos sociais.
Verdadeiros líderes são maiores quando usam a humildade para entender o que seus seguidores necessitam.
Liderança é a habilidade de mobilizar outras pessoas e fazer com que essas caminhem ao encontro de determinado objetivo.
Ele sempre assume a liderança das coisas.
Algo ganhado, algo conquistado, cargo superior.
Ele queria a liderança!
Exemplo de líderes: Lincoln, Gandhi, Susan B. Anthony e Harriet Tubman;
Líderes organizacionais como Thomas Watson Jr., da IBM, Theodore Vail, da AT&T, Samuel Gompers. E também os líderes nas artes e nas ciências, de Picasso, Marta Graham e Shakspeare a Albert Einstein e Marie Curie.
Sinônimos:  rédea, direção, mando, comando, leme, dominância. 

Relacionadas:  mobilizar, líder, comunicação, administração, líder   a frente, conquista, ganhar.   

Alguns significados de Líder:
O verdadeiro líder é aquele que consegue influenciar fortemente outras pessoas à ação, sem o uso da força ou do medo. Tem sua base na atitude pessoal, na competência e no carisma, levando os demais a admirar, respeitar e defender o líder e suas ideias.
Pessoa a qual é visto pelo exemplo e não pelo status, cargo, poder ou autoridade que possui. Ser líder é saber os pontos fracos dos seus comandados e saber reconhecer os pontos fortes. É vivenciar cada dia e cada momento, reconhecendo que sozinho não conseguira realizar alguma conquista e ao mesmo tempo dividir as glorias e honras com sua equipe.
Exercer, influência sobre algo ou alguém.
A opinião e ideias de um líder possuem o poder de mudar as atitudes de outrem. Podem exercer influências negativas ou positivas.
Pessoa Que Lidera: comandante, guia.
Aquela aluna é líder da turma.
EXEMPLO HISTÓRICO DE LIDERANÇA
Por Bruno Krug

Sempre ouvimos muito acerca das características e competências de um verdadeiro líder, mas como sabemos, nada supera o exemplo prático. Com esta ideia, quero lembrar de um texto que li sobre um momento que ficou gravado na história do tempo, referente a lendária figura de Alexandre, O Grande.
Alexandre foi criado com grandes sonhos pela sua mãe Olímpia, a qual ajudou ele a ter grande autoestima e autoconfiança, o que certamente muito lhe serviu para ter a força interior de seguir em frente na sua ambiciosa busca de conquistar outras nações e deixar seu nome na história mundial. Aristóteles foi escolhido por seu pai, Filipe II, rei da Macedônia, para ser o encarregado da sua educação, assim como Lisímaco foi o seu mestre nas técnicas militares.
Alexandre tornou-se um grande líder e é claro que também falhou. Mas não há dúvidas que ele sabia muito bem como liderar seu exército, despertando neles a crença de que eram capazes e estimulando-os a buscar sempre o máximo possível.
Dentre as várias história das vitórias de Alexandre, encontramos inúmeros exemplos de Liderança em Ação. Vamos lembrar um destes episódios marcantes de sua história, o qual ilustra claramente o que é Liderança em Ação, através de um episódio ocorrido em setembro de 325 a. C.. Neste período Alexandre atravessava com suas tropas um dos mais inóspitos desertos da Terra, na sua marcha para o sul da Gedrósia. Nesta travessia do deserto seu exército ficou sem água e os comandados demonstraram sua lealdade e preocupação com seu líder, juntando o pouco de água que lhes restava, para oferecer a seu rei toda a quantidade de água conseguida.
Ao receber tal demonstração de respeito e admiração, Alexandre tomou a decisão certa e diante de seu exército, derramou na areia toda a água que lhe fora oferecida num capacete de prata. Foi um gesto marcante com o qual demonstrou que estava na mesma posição que todo o seu exército e que com eles seguiria até o final. Com esse pequeno e grandioso ato, transmitiu a força necessária para que o seu exército conseguisse sobreviver.
E assim ficamos nos perguntando: será que nós também somos capazes de demonstrarmos gestos de Liderança em Ação para nossa equipe, ou apenas seguimos como chefes medíocres que apenas pensam em se destacar e em acumular para si os ganhos e as glórias da sua equipe.

Sinônimos:  chefe,  autocrata, autor, cabeça, cabo, caudilho, comandante,        dirigente, general, guia, líder maioral, mandachuva, mandão,.
Relacionadas:  liderança, atitude, exemplo, pessoal, poder, vontade, desejo, atitudes de comportamento, seguir , exemplo.     

Alguns significados de Liderar:
Ato ou efeito de comandar, dirigir, assumir controle de uma situação, estar a frente, mandar, servir, ajudar, obter resultados.
Ele precisa estar a frente de seu lar, afinal de contas ele é o marido!
O presidente deve liderar o país!

Liderado

Particípio passado do verbo liderar.
S.M e ADJ. Característica daquilo que é dirigido ou comandado por um líder, dirigente ou chefe.
O grupo é liderado por aquele homem.

Liderados

Efeito de liderar, estar à frente de um movimento, conduzir um grupo de pessoas e obter resultados.
"A vacina foi desenvolvida primeiro para humanos, mas não obteve autorização para ser testada em pessoas. E foi aproveitada por uma equipa de cientistas liderados por Peter Walsh, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, que a testou com sucesso em seis chimpanzés."

Sinônimos:  encabeçar, puxar, comandar, chefiar, mandar, estar a frente.  
Relacionadas:  comandar, dirigir.

Liderança – Líder – Liderar
Pesquisei essas definições para tentar entender os vários tipos de lideres que conheço, convivi ou já ouvi falar. Na minha atividade, como lido com muitos lideres de empresas e até mesmo na minha vida, temos exemplos a serem seguidos e a serem esquecidos, ou melhor, serem lembrados de como não agir.
Tudo na vida nos faz, um dia, que precisamos ser lideres ou agir como tal, mas como saber o momento de agir ou como agir. Vendo as definições acima notei que, apesar de falarem sobre o mesmo tema, temos definições diferentes ou visões diferentes do modo de entender. Isso vai como cada um vai interpretar as definições.
Às vezes um líder não precisar ser eleito por alguém, mas sim pelo grupo que pessoas que o cercam. Um pai de família muitas vezes é eleito o líder da família, e na verdade a mãe exerce mais esse poder que o próprio pai. Hoje como as composições familiares mudaram radicalmente, os lideres podem ser até mesmo os filhos.

Hoje confundem liderança com manipulação, querendo todos seguindo o mesmo pensamento. Ao ler acima algumas definições entendo que liderança é respeitar o pensamento individual e não um pensamento  uniforme. Um líder pode até falhar, mas se for sincero com seu grupo os liderados o ajudarão. E um ponto fundamental que não vejo hoje é a humildade. O líder humilde cresce junto com seu grupo, mas sem humildade o mesmo grupo pode derrubá-lo.

Acabar os estaduais?

Acabar com os estaduais?
Depois que criaram esse campeonato brasileiro com pontos corridos durante quase o ano todo, os estaduais ficaram prejudicados. As fórmulas que fizeram ajudaram a enfraquecer os estaduais e o que se vê nas mesas redondas futebolísticas é a extinção dos mesmos.
Pensando friamente é claro que os estaduais são totalmente deficitários, não há dúvida nisso, mas o campeonato brasileiro também não é? Nesses dois últimos anos que o Cruzeiro ganhou antecipadamente existiram jogos sem o menor interesse para se assistir. Times que não poderiam ser campeões e nem rebaixados jogam para que e para quem?
Acho ridículo comentarista falar que na Europa os estádios estão sempre cheios... que é um campeonato só e outras coisa mais. No Brasil, sempre foi e sempre será diferente. Nossa cultura é outra, nosso governo é bagunçado, dirigentes são inescrupulosos e outras coisa obscuras a mais. No Brasil, sempre teve a cultura do estadual... e depois de ver um Vasco e Flamengo com 50 mil pessoas me deu uma nostalgia do tempo de criança... Depois de um clássico ou até mesmo um empate de um time grande contra um pequeno, na escola, rolava brincadeiras e até mesmo, quando nosso time perdia uma final, na segunda-feira sempre caiamos doente para não ir a escola e fugir das gozações.
Hoje, morando em Poços de Caldas e acompanhando a Caldense na liderança do estadual, vejo uma cidade ficar feliz com a campanha e assim vejo como o estadual é importante para alguns. Aqui não passam de 2 mil pessoas no estádio, mas é tão bom ver um jogo de perto... mesmo com pouca gente e pensar que isso um dia pode acabar.
Lembro da fórmula do campeonato Carioca com Taça Guanabara, Taça Rio, triangular final. Em 1987 acompanhei o triangular final com Vasco, Flamengo e Bangu. Finais cheias. O Maracanã lindo demais. Até mesmo estaduais de outros estados a gente tentava acompanhar, como o gol do Viola em 1988 no seu início de carreira, tinha álbum de figurinhas dos campeonatos.
O futebol brasileiro dá prejuízo e a culpa não é dos estaduais, a impunidade nossa é de anos e com monopólios formados, muita gente enriquecendo e os clubes cada vez mais pobres.
Ontem, assistindo o clássico, senti aquela mesma sensação de muitos anos atrás e confesso que assisti o clássico espanhol entre Barcelona e Real Madrid também e claro que tecnicamente é muito melhor... com quase 100 mil no estádio... mas convenhamos... colocar 100 mil num jogo com Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar, Benzema, Suaréz e todos os outros é muito fácil mas colocar 50 mil num jogo que tem Gilberto, Alecssandro, Dagoberto, Pará e outros... não é para qualquer um, fora a tempestade que estava no Rio de Janeiro.

Fui num jogo da Caldense esse ano e caiu o maior temporal. A Caldense ganhou de virada. Vi os torcedores saírem felizes e isso o estadual dá aos torcedores de verdade, aquele que não entende nada de tática, que nem liga se o seu time jogou bonito, ele quer a vitória para seguir feliz com sua cidade ou com seu time.

terça-feira, 24 de março de 2015

Um pouco de economia.

Vale a pena ler para tentar entender um pouco de economia, devemos nos conscientizar e não defender partidos e sim defender o Brasil. Texto extraído do Facebook da página do meu amigo Leonardo Stumpf
UM COLAPSO ANUNCIADO
Para o professor de Harvard, o Brasil aproveitou mal os anos de economia externa favorável, abusou da gastança e do protecionismo, mas não investiu no aumento da produtividade.
O Brasil desperdiçou os anos favoráveis de preços valorizados das exportações ao ampliar os gastos públicos, relegar as reformas e não investir o necessário para fortalecer o potencial de crescimento. A análise parte do economista venezuelano Ricardo Hausmann, diretor do centro para o desenvolvimento internacional da Kennedy School of Government, da Universidade Harvard.
Para o especialista, que é um dos professores do curso de mestrado da instituição brasileira Centro de Liderança Pública, a iniciativa baseada na substituição de importações e na exigência de conteúdo nacional pouco contribuiu para incentivar a produtividade das empresas brasileiras.
“O protecionismo impede o país de tirar proveito dos benefícios oferecidos pela globalização”, diz. “O setor privado deve ser focado no mercado externo. Do contrário, as empresas serão preguiçosas.” Hausmann recebeu VEJA em seu escritório, em Harvard.
* * * O Brasil buscou reduzir as desigualdades e incentivar o crescimento por meio do aumento dos gastos públicos, com a criação de programas sociais e a concessão de subsídios. Os resultados foram animadores em alguns momentos, mas agora a economia estagnou. Como avalia essa estratégia?
O Brasil passou por uma transição complicada nos anos 80, com o fim da ditadura militar, e dedicou esforços à construção de um novo sistema político. A Constituição aprovada no fim daquela década levou a um aumento das despesas públicas. Uma das consequências foi a alta da inflação. Mais tarde, a hiperinflação foi controlada, mas em grande parte graças a uma redução dos investimentos públicos e ao aumento dos impostos.
O lado positivo dessa história é que a inflação foi estabilizada, algumas reformas foram feitas, e o país avançou. Entretanto, não existe poupança pública. O governo gasta constantemente acima daquilo que arrecada. Muitos países possuem déficits fiscais, mas o investimento público deles é superior aos déficits. O governo brasileiro, ao contrário, acumula déficits não para ampliar os investimentos, mas para custear as despesas correntes. O resultado é visível na infraestrutura inadequada.
* * * O Brasil obteve alguns anos de crescimento acelerado e chegou a ser apontado como um dos países mais promissores. Era uma miragem?
Tudo chegou ao fim em 2010, quando, às vésperas da eleição, o governo se lançou em uma política de gastança excessiva. O país cresceu mais de 7%, e as pessoas começaram a imaginar que aquele seria o início de uma fase de crescimento chinês. Era insustentável, e, como eu disse na ocasião, cedo ou tarde haveria um colapso.
A taxa de crescimento tem sido frustrante, apesar das oportunidades existentes no país. O Brasil teve governos com enorme capital político, mas que não utilizaram esse capital para fazer as reformas necessárias. É inegável que o país tem pontos fortes, sobretudo no setor privado, com empresas dinâmicas e atuantes em diversas áreas. Em contrapartida, o setor público não demonstrou habilidade para executar reformas mais profundas.
Na fase de alta nas exportações dos anos 2000, contentou-se em ampliar os benefícios sociais. O governo recorreu também a políticas no estilo dos anos 60, como no caso do pré-sal. A Petrobras deveria ter sido mantida em um regime competitivo. Em vez disso, o governo incentivou o monopólio no pré-sal, exigiu conteúdo nacional e subsidiou a gasolina. Foi uma política pouco inteligente para desenvolver a indústria do petróleo.
* * * Qual deveria ter sido o caminho seguido, então?
O governo deveria ter como prioridade o acúmulo de poupança pública, os investimentos em infraestrutura, a simplificação do sistema tributário. Essas deficiências são conhecidas faz anos, mas não parece ter havido vontade política para atacá-las. Além disso, o Brasil, dono de um grande mercado interno de consumo, sempre tentou usar essa característica como uma ferramenta de negociação. Tal instrumento, entretanto, foi utilizado de maneira errada, privilegiando políticas protecionistas e pouco saudáveis para a construção de uma economia competitiva.
* * * O senhor afirma que existem ações do governo que contribuem para que as empresas sejam mais produtivas e outras que tornam as empresas mais lucrativas. Qual é a diferença?
Com o avanço na produtividade, todos ganham. Os salários aumentam, mais mercadorias são vendidas, as empresas ganham, o governo arrecada impostos. Se as políticas públicas, entretanto, apenas tornam as empresas mais lucrativas, e não mais produtivas, nem todos saem ganhando.
É o caso das políticas de conteúdo nacional. Com o mercado protegido, os consumidores pagam mais pelos produtos. Se há diminuição de impostos para incentivar alguma indústria em particular, o governo arrecada menos e os beneficiários dos serviços públicos podem sair perdendo. Apenas a empresa beneficiada tira proveito. O foco das políticas públicas deve ser o incentivo à produtividade, em um ambiente de competição internacional, e não o lucro, em um contexto de reserva de mercado.
* * * O senhor, em colaboração com outros pesquisadores, criou o índice da complexidade econômica. Qual é a finalidade do indicador?
O que tentamos fazer foi medir o escopo do kn­ow-how, do conhecimento de uma economia. Medimos o que é produzido e quão difícil é produzir aqueles produtos ou serviços. Tipicamente, países pobres são capazes de produzir poucas coisas, e coisas relativamente simples. Nações ricas são capazes de fazer muitas coisas, das mais simples às mais elaboradas, que poucos países são capazes de produzir.
É uma maneira de avaliar a diversidade da capacidade produtiva de uma sociedade. Descobrimos que essa medida é altamente correlacionada com o nível de renda e com o potencial de crescimento (os dados estão disponíveis neste site).
* * * Como o Brasil aparece nesse índice?
O Brasil parou de evoluir. Está estagnado. Tem uma economia menos complexa que a do México, por exemplo. Existem regiões avançadas, mas o potencial do país é limitado por causa do ambiente macroeconômico bastante hostil, com taxas de juros extremamente elevadas, falta de poupança, alto custo de transação.
Outro problema é a política externa. O Brasil foi capaz de transformar o Mercosul em uma piada de mau gosto. A União Europeia possibilitou a criação de um sistema produtivo e de comércio dinâmico, integrado. Os objetivos do Mercosul sempre penderam para o protecionismo. As fábricas de carros, por exemplo, são desconectadas do mercado mundial. Assim, o Brasil exporta carros ineficientes para a Argentina porque não consegue competir com o México. Existem obstáculos para que o país se transforme em uma economia mais complexa.
* * * A falta de mão de obra qualificada é um obstáculo?
Sempre ouço queixas dos brasileiros em relação à educação. Houve progressos nessa área. O Brasil tem dado pouca atenção a um fator muito importante para o aumento da produtividade de um país, que é a atração de mão de obra estrangeira de qualidade. Muitos portugueses e espanhóis poderiam ter ido trabalhar no Brasil, quando não havia oportunidade em seus países por causa da crise.
Não podemos esquecer o papel crucial que a imigração teve no desenvolvimento brasileiro no século passado, mas, nos últimos anos, isso deixou de ter importância. O Brasil deveria ter regras que incentivassem a imigração, como era no passado e como é ainda hoje nos Estados Unidos.
* * * A imigração contribuiria para a aceleração do desenvolvimento?
Com certeza. Todos os meus estudos sugerem que a tecnologia e o conhecimento se movem quando cérebros se movem. É muito mais fácil transportar cérebros que criar conhecimento. Quando se importam cérebros, e estes permanecem no país, eles contribuem para o treinamento de uma nova geração de cérebros. A política de imigração deveria ter um papel muito mais destacado no debate público brasileiro.
* * * Alguns países conseguiram escapar da chamada armadilha da renda média. O segredo não foi o investimento em educação?
Existe um certo exagero em vender a educação como uma bala de prata para resolver os problemas do subdesenvolvimento. Acredito que é mais importante criar empresas e cadeias produtivas capazes de desenvolver uma rede integrada de conhecimento com outras empresas, universidades e institutos de pesquisa. Assim, é possível produzir inovação em uma escala significativa. Melhorar a qualidade do ensino, simplesmente, não basta.
Quando a Coreia do Sul decidiu desenvolver um novo modelo de chip, porque acreditou que aquela seria uma indústria importante no futuro, o projeto envolveu universidades, empresas, governo. A Samsung transformou-se na maior exportadora do país. Nos anos 70, o nível de desenvolvimento tecnológico dos coreanos era similar ao dos brasileiros. O Brasil, nesse período, seguiu a estratégia de proteger o mercado interno.
O setor privado deve ser focado no mercado externo. Do contrário, as empresas serão preguiçosas e não atingirão a evolução adequada. Nos países que conseguiram se desenvolver, como a Coreia do Sul e Israel, existe a cultura de que os verdadeiros ganhos são alcançados quando se conquista o mercado internacional.
* * * A globalização, como o senhor diz, facilitou o desenvolvimento dos países e o processo de diminuir a distância que separa os mais pobres daqueles mais ricos. Ainda assim, a América Latina pouco avançou nas duas últimas décadas. Por quê?
A globalização facilitou o desenvolvimento dos países em economias mais complexas. Isso porque eles não precisam ser bons em todas as etapas de produção de uma mercadoria. Talvez você não seja bom em design e marketing, mas talvez seja competente em corte e costura. Com o tempo, poderá desenvolver as áreas de design e marketing. No passado, você teria de cuidar de todas as etapas, e, como é muito difícil aprender a fazer diversas coisas ao mesmo tempo, poucas atividades sobreviveriam sem a ajuda de barreiras protecionistas.
A economia moderna permite a globalização das cadeias produtivas. A Embraer é essencialmente uma montadora de peças e equipamentos produzidos ao redor do mundo. Fabrica apenas uma fração das partes de uma aeronave. Se houvesse uma política de conteúdo nacional, a empresa provavelmente não seria capaz de fazer um único avião voar.
Tenho visto transformações no México com o objetivo de tornar a economia mais complexa e integrada às cadeias produtivas internacionais. No Brasil, o protecionismo impede o país de tirar proveito dos benefícios de crescimento oferecidos pela globalização.
* * * Há muito o senhor vem apontando os equívocos na política econômica da Venezuela, desde os tempos em que o país era favorecido pelo preço do petróleo nas alturas. Quais as perspectivas para a Venezuela, seu país natal?
A Venezuela é uma tragédia. É um dos experimentos econômicos e sociais mais desastrosos jamais feitos em toda a história. Nunca houve um boom no petróleo tão grande e prolongado como o recente. Ainda assim, o país começou a ter problemas quando o barril do petróleo custava mais de 100 dólares. Perdeu o controle da inflação e entrou em recessão, mesmo quando os preços do petróleo ainda eram favoráveis.
O governo destruiu a sociedade civil, as liberdades individuais, a iniciativa privada. Infelizmente, esse processo de destruição contou com a colaboração da América Latina, em particular do Brasil. O apoio brasileiro à Venezuela não foi compatível com seus compromissos com a Organização dos Estados Americanos e com os direitos humanos.

O desastre venezuelano terá repercussão em todo o continente, com impacto também no Brasil. Será um problema regional. O Itamaraty terá de repensar seu papel na gestão desse desastre. Terá de repensar os efeitos de subcontratar Marco Aurélio Garcia para cuidar da política externa.

domingo, 22 de março de 2015

A culpa é da Rita


É engraçado ver nas redes sociais o boicote contra a Globo. Eu sou um que sempre acho que a Globo manipula  a população... se favoreceu na ditadura e outras coisas mais... Mas colocar a culpa nela pela situação do governo e do Brasil é um exagero.
                Sempre assisti a Globo desde pequeno. Antigamente não existia tv por assinatura e não tínhamos muitas escolhas. Nunca fui manipulado e meus pais sempre incentivaram outas atividades, como leitura e esportes. A tv era só uma distração, mas não para ensinar valores ou outras coisa, isso quem me ensinou foi meus pais. Minha mãe sempre viu novela e não tenho como reclamar dela em questão de valores e honestidade.
                Nosso problema como impunidade, corrupção e manipulação é histórica e muito antes da Globo. No descobrimento já fomos manipulados e estamos sendo enganados até hoje. Se outro partido estivesse no poder a oposição estaria focada em um caso de corrupção do governo e não nos seus... sempre foi assim. Sarney está a quanto tempo no poder? E ainda colocou sua filha. Collor! A Globo o colocou no poder, será? A Globo o tirou do poder, será? Lula foi eleito com apoio de quem? Lula nunca tinha ganhado nada e foi presidente e hoje possui uma riqueza de encher os olhos. Antônio Carlos Magalhães era um deus na Bahia e ninguém podia falar mal dele. Sempre foi assim e nunca ninguém percebeu que a educação do povo que faz isso.
                Pessoas esclarecidas, com orientação de adultos e de boa índole não são manipuláveis. Eu posso ver novela, BBB e outras programações que isso não influenciará no meu social. Os Estados Unidos são uma potência, hoje, justamente manipulando o mundo todo e não deixei de ir para Disney. Sempre falaram que seus filmes continham mensagens eróticas... não deixo de ver a NBA e até mesmo seus filmes... e até gostaria de um dia visitar Nova York.
                Eu já fui um cara pintada, participei de passeatas! Hoje acho válido sair nas ruas para protestar, mas não só para tirar o PT do governo e colocar o outro, precisamos de uma mudança radical de todo tipo de reforma e em todos os setores e isso eu acho difícil.
                È engraçado ver nas redes sociais as pessoas só falarem disso... e se o Aécio fosse eleito só iria mudar o lado, mas o contexto seria o mesmo.. ou seria o HSBC ou a Petrobras, mas acho que a Globo ainda continuaria sendo culpada e não as pessoas. Lembrando que os canais da tv por assinatura (a maioria) é do grupo da Globo. Temos GNT, que acho um bom canal, Sportv, que não gosto mesmo, Telecine, sempre vejo filmes que passam lá e outros mais, mas na minha mão existe o controle remoto que posso escolher o que quero assistir, portanto, a escolha é minha e não da Globo. Isso tudo é ridículo... serve apenas para esconder que não estamos educando nossos filhos e nem o povo. A Globo pega em qualquer lugar do Brasil e hoje do mundo, portanto ver a novela é uma não é uma forma da população ver algo e ir fazer igual. É a mesma coisa que eu ver um filme de psicopata e sair matando ou de um super-herói e tentar voar ou até mesmo achar que uma abóbora vira carruagem.
                Agora vou sair para ver Esporte Espetacular e me manipular um pouco porque hoje é domingo.