terça-feira, 7 de outubro de 2014

Mió “nudez” do que no nosso


O grande barato de jogar na Sociedade Mineira é o encontro dos amigos. Nesses anos colecionamos diversas histórias que sempre serão lembradas e na etapa de Uberlândia não poderia ser diferente. Dessa vez foram na viagem: Eu (Carioca), Fernando, Helio e Igor (“Guerreiro”).
Resolvemos sair de Poços de Caldas na sexta-feira (26/09), na verdade a equipe saiu de Alfenas onde o Fernando estava trabalhando, pegou o “Guerreiro” e foram em direção a Poços de Caldas para completar o time com o Carioca e o Helio.
Na chegada em Poços de Caldas, o nosso eterno Presidente Daniel Salles estava na casa do Helio para desejar boa sorte e, ao meu ver, estava louco para participar de mais uma viagem. Partimos direto para Uberlândia, quer dizer, direto se o Daniel fosse dirigindo, mas com Fernando ao volante tínhamos que parar em Altinópolis para comer um hamburgão, viagem com Fernando sem hamburgão não é viagem.
Barriga cheia, partimos para Uberlândia e, como sempre, a viagem transcorria com muita animação e vários assuntos foram abordados. Na maioria era futebol e futebol de mesa e sempre que podia um sacaneava o outro. Vira e mexe o nosso “Guerreiro” soltava as benditas frases: “Isso toma suco de framboesa?”, “Mió “nudes” do que no nosso!”, “Vou te bagunçar toda.” Kkkkkkkkkkk E mais algumas da mesma propaganda.
Uma das discussões era sobre Guiñazu e Álvaro Pereira sobre suas faltas desnecessárias e, como sempre, não chegamos a um acordo. Como era o Fernando no volante teve mais uma parada; dessa vez no “Cinquentão”, mas não estava muito bom e logo seguimos viagem.
Chegamos ao hotel e como estávamos cansados resolvemos dormir logo, mas eu cai na besteira de ligar a televisão e estava passando o jogo do Vasco e quem logo fez uma falta desnecessária? “Guiñazu!”, pronto... foi motivo para meu pai falar: “Não falei que esse bicho é burro!”  É claro que saíram alguns palavrões, mas vamos tentar manter uma coisa mais familiar aqui no texto.
De manhã tentamos achar o Shopping de Uberlândia que, segundo um policial, só existia um e não achávamos shopping algum. Só conseguimos avistar uma escolinha do Flamengo que para nosso espanto, para o Fernando e o Igor pelo menos, tinha um cara se agarrando numa mesa tentando recolher várias garrafas no chão e estava mais louco que o Batman. Meu pai acenou para o rapaz que ao se virar para cumprimentar se virou e quase cai no chão. Isso porque meu pai não conhecia o rapaz. Fernando pediu informação para um motoqueiro que nos levou para outro shopping e no caminho passamos por outro e o guarda só falou que tinha um shopping na cidade.
Depois de um certo tempo, eu ainda aflito por tentar achar o Shopping certo, pensava: “tenho que achar logo esse lugar”. Quem viaja com meu pai sabe que é complicado quando erramos o caminho, mas até que, dessa vez, ele se comportou. Achado o Shopping (agora o certo), depois de passarmos por três... logo na entrada tinha uma loja de camisa retrô com uma da seleção Peruana de 1970, logo adquirida pelo meu pai, sai com uma da Holanda de 1974 e do Lev Yashin da antiga União Soviética.
No primeiro dia de jogos a Sociedade Mineira largou na frente com Igor e Fernando na liderança, eu e o Helio tentamos uma reação, mas estava difícil. Mesmo assim ao final ficamos satisfeitos com a dobradinha do Fernando e Igor. No domingo iríamos buscar o título. Nesse mesmo dia Fernando concedeu entrevista para um canal de TV local e representou bem o nosso time.
De noite fomos à confraternização oferecida pelo no amigo Gilson onde participaram alguns jogadores que estavam no campeonato. Quando saímos de lá resolvemos dar uma volta e tomar um sorvete, já que Uberlândia estava quente e no carro o nosso “Guerreiro” continuava a soltar suas frases de efeito, mas dessa vez o Fernando teve que interromper: “Para com essas frases *#@#&¨&*!”, risada geral!!! O nosso “Guerreiro” ficou emburrado! Logo depois começou a rir junto e lembrou que todo lugar que o time comparecia falava que ele é do Carmo. E para completar, no MC Donald, o Fernando me pergunta se tem suco de framboesa, pronto! O nosso “Guerreiro” foi sentar em outra mesa. Quando entramos no quarto do hotel para dormir, liguei a TV e, coincidência ou não, estava passando a tal propaganda “vai ter “nudes”!!! “Melhor “nudes” do que no nosso!!! Dormimos rindo muito.
Estava tendo uma convenção no hotel e o café estava lotado.  O Fernando falou que era um congresso de oradores, mas todos gesticulavam muito e meu pai falou: “é a hora do axé”! Com isso todos nós levantamos as mãos e começamos a balança-las. Estávamos usando muitos bordões de propagandas, mas como nosso “Guerreiro” fala: “Mió “nudes” do que no nosso!”.
Domingo de decisão: devido aos resultados conseguimos uma dobradinha no pódio com Igor em primeiro e Fernando, mesmo invicto, em segundo. Na disputa de Fair Play terminaram empatados: Clarinha, filha do Zé Carioca, e Luizinho, a grande revelação do campeonato. Fernando tomou uma atitude que contou com toda aprovação, pois só tinha um troféu e ninguém sabia o que fazer. Com isso o Fernando doou seu troféu para o Luizinho - que ficou muito emocionado e emocionando todos participantes. Zé Carioca até se escondeu para chorar de orgulho da filha que está de parabéns, pois também vez um campeonato incrível.
Igor ganhou uma camisa retrô e escolheu uma da Alemanha de 1954. E mais uma vez guardamos histórias que vão marcar esse time que, além de jogar futebol de mesa, se diverte demais.
*Na viagem de volta, nosso “Guerreiro” estava tão cansado (depois de uma campanha brilhante) que repousou e tive que tirar uma selfie. O autor da legenda foi nosso “alto astral” Fernando e deu origem ao novo apelido do nosso “pibe de oro”.





terça-feira, 24 de junho de 2014

Comparações - Seleção Brasileira.

            O legal da Copa do Mundo é que surgem discussões e comparações que vira âmbito mundial. Quem foi melhor que quem, quem ganhou mais, quem ganhou Copa sozinho e muitas outras discussões e agora com as redes sócias a discussão não só se resumi na mesa de bar.
            Eu comecei a acompanhar Copa do Mundo a partir de 82, mas sempre fui um apaixonado por Copas e tenho o DVD de todas as Copas além, é claro, de revistas, reportagens e livros.
            Sempre achei um parâmetro para comparações, embora ache que a carreira clubista também de suma importância para comparações, mas na Copa acho que estão sempre os melhores, mas devemos considerar que muitos não contam com seleções de alto nível e muitos nunca foram em uma Copa.
            Hoje com o a informação chegando na hora fica muito mais fácil eleger alguém craque ou gênio, mas antigamente muitos bons jogadores ficavam perdidos em seus países. Eu sou do tempo do Campeonato italiano passando domingo de manhã na Bandeirantes e já nutria uma admiração pela Holanda de Cruijff com sua camisa laranja logo essa paixão aumentou com o grande Milan de Rijkaard, Gullit e Van Basten.
            Nessas discussões surgem mitos e lendas que acaba virando senso comum. Eu, por exemplo, por muitos anos não gostava da seleção alemã, por causa da Hungria e Holanda, mas vendo a final de 1974, pude ver que a seleção alemã era fantástica, com jogadores maravilhosos e um dos melhores goleiros em Copa, Sepp Maier e por muitos era melhor que Lev Yashin, mas Maier com certeza foi fundamental na conquista do bicampeonato alemão e nessa mesma Copa, de 1974, surgiu à Holanda e por muitos anos eu ouvi falar que a seleção brasileira de 1970 tinha mudado a forma de jogar do mundo.
            Não achei que a seleção brasileira de 70 tenha mudado a forma de outras seleções jogarem porque os holandeses já obtinham um tricampeonato europeu, com o Ajax, que foi a base da seleção holandesa de 74 e muitas seleções tinham grandes craques, inclusive o Brasil, que perdeu para Holanda.
          O Brasil de 70 por muitos é eleita a melhor seleção de todas as Copas, mas nos esquecemos da seleção de 58. Em comum só Pelé que jogou as duas Copas, mas se formos compararmos podemos ver uma leve superioridade da seleção de 58 por conta até de sua defesa. Do meio para frente as duas são fantásticas, a de 58 tinha Didi, eleito o melhor da Copa, e Garrincha, eleito o melhor da Copa de 62, mas a de 70 tinha Tostão que era o “falso” centroavante e que podemos falar que leva uma vantagem sobre Vavá, mas lembrando que são de estilos diferentes e Rivelino levando vantagem sobre Zagallo e Zito e Clodoaldo podemos empatar. Na defesa temos uma grande superioridade porque uma linha com Gilmar, Djalma Santos, Bellini, Orlando e Nilton Santos e bem melhor que a com Felix, Carlos Alberto, Brito, Piazza e Everaldo, mas dá uma boa discussão.
            A seleção de 82, tecnicamente, foi a melhor seleção que vi jogar, mas ainda acho que se o Reinaldo e o Careca não tivessem machucado, a seleção seria perfeita e poderia ter ganhado a Copa. Outra coisa que falam é que a seleção de 82 mudou o futebol, outra coisa que não concordo porque em 86 Maradona foi mágico e ainda haviam seleções talentosas. Uma injustiça feita é com a Itália quando dizem ser uma seleção fraca, o que não é verdade. A seleção italiana era à base da Juventus, campeã europeia com mais alguns excelentes jogadores. Falcão, para mim o melhor jogador daquela seleção brasileira, falou que o Conti era fantástico e realmente era e só para lembra essa mesma seleção italiana foi a grande surpresa da Copa de 1978 e Paolo Rossi foi escolhido para seleção da Copa e em 82 essa seleção estava mais madura e apesar de um começo muito ruim, eles fizeram um grande jogo contra a Argentina que era a atual campeã mundial e que naquela Copa contava com Maradona.
            Tem comentaristas, os mais antigos, que não gostam das seleções brasileiras de 94 e 2002 e sempre que podem citam a seleção de 82 menosprezando, principalmente a de 94. Como disse a seleção, tecnicamente melhor, foi a de 82, mas não podemos menosprezar a outras seleções e depois de 86, realmente o futebol perdeu muito tecnicamente, mas os craques sempre foram fundamentais.
            A seleção de 94 era bem montada e contava com Bebeto em grande fase e Romário, para mim um dos melhores jogadores do mundo. Tinha um grande goleiro, Taffarel, o melhor goleiro brasileiro que vi jogar, uma defesa forte e um ataque mortal.
            A seleção de 2002, muitos falam do gol anulado da Bélgica e o jogo contra Turquia também, mas se esquecem de que na Copa de 62, contra a Espanha, o Brasil perdia por 1 x 0 quando Nilton Santos fez um pênalti e ainda teve um gol anulado de Puskas que ninguém sabe o que o juiz marcou e se o Brasil perdesse aquele jogo nem passaria de fase; A seleção de 82 também foi beneficiada com a arbitragem, pois contra União Soviética quando o Brasil perdia o jogo por 1 x o teve um pênalti cometido por Luizinho não marcado e outro gol anulado incorretamente, portanto erros de arbitragem acontecem, mas falar que em 2002 a história seria diferente com o gol da Bélgica devemos lembrar-nos desses erros também apesar de que se o Brasil perdesse da União Soviética seria segundo lugar do grupo e poderia ser campeão, pois não cairia no grupo da Itália.

            Mesmo o Brasil sendo campeão dessa Copa, ou não, vai haver comparações. Se perder vai ser comparada com a de 2006 que foi muito badalada ou a de 2010 que era panelinha do Felipão, e lembrar que ele foi o técnico de 2002, e se ganharmos vão falar que essa seleção é inferior que a de 82 e 70, mas pode se considerar superior a de 94 e de 2002.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Copa do Mundo de 1950

Copa do Mundo de 1950


                As Copas de 1942 e de 1946 não aconteceram por causa da Segunda Guerra Mundial . O Brasil organizou a Copa mas devido ao pós guerra houve muitas desistências. A Alemanha sofria com a derrota na guerra e a Argentina brigara com o Brasil e por causa disso não veio a Copa, em protesto. A Fifa quis trazer a Copa para América do Sul por causa da Guerra na Europa, que precisava ser reconstruída.
                Seriam 16 equipes mas devido as desistências de Turquia, Escócia e Índia, esta última devido a proibição da Fifa em que os indianos não poderiam jogar descalços, a Copa teve 13 seleções e como a tabela já estava pronta, no grupo do Uruguai só tinha a Bolívia e com um resultado de 8 x 0 possibilitou o Uruguai a jogar o quadrangular final, era o primeiro Mundial que o Uruguai jogava depois de ser campeão em 1930, a bicampeã Itália também veio ao Brasil mas devido a um acidente de avião que matou a delegação do Torino, que era a base da seleção, trouxe para o Brasil um time totalmente diferente e não muito forte, acabou atrapalhando um possível tricampeonato.
                Muitas seleções acharam inviáveis as viagens para América do Sul e a França, que foi convidada a participar da Copa, não gostou das distâncias que teria que percorrer para jogar e acabou desistindo e até Portugal que perdera para Espanha nas eliminatórias declinou ao convite de vir a Copa.
                Devido as desistências o grande beneficiado foi o Uruguai que só teve um adversário na primeira fase e na segunda fase depois de um empate contra a Espanha em 2 x 2, a Celeste conseguiu uma vitória apertada diante da Suécia e apesar de não ter uma final, o jogo contra o Brasil poderia ser considerado uma final mas com o empate a favor do Brasil mas o Uruguai conseguiu uma das grandes vitórias em Copas do Mundo, silenciando um Maracanã lotado.
                A Inglaterra finalmente decidiu a participar de uma Copa do Mundo e não foi muito feliz, proporcionando uma das maiores zebras de Copas, perdendo para a seleção amadora dos Estados Unidos e com mais uma derrota para Espanha não se classificou para o quadrangular final.
                A seleção do Uruguai possuía uma grande seleção e mesmo com o empate contra Espanha e uma vitória, no sufoco, diante da Suécia não poderia ser desprezada, afinal os uruguaios já tinham sido campeões mundiais e contavam com grandes craques em seu time. A seleção do Uruguai contava com um grande goleiro, Maspoli, um excelente capitão, Obdulio Varela, além de jogadores habilidosos na frente, como era o caso de Ghiggia e Schiaffino. Mesmo saindo atrás no marcador o Uruguai conseguiu manter a tranquilidade e virar o jogo final, lembrando que o empate tronava o Brasil campeão mundial. Dizem que o treinador da Celeste aproveitou as manchetes do dia anterior que anunciava o Brasil como o novo campeão mundial para inflamar seus jogadores e até mesmo Jules Rimet, que foi entregar a taça se assustou com o silêncio do Maracanã, esse jogo ficou conhecido como “Maracanaço”, derivado da expressão Maracanazo, muito usado para provocar os brasileiros.

Brasil na Copa
                O Brasil ficou empolgado como país sede e tentou fazer de tudo para ser campeão mundial e ainda mais que a Argentina não participaria, os Hermanos eram os grandes carrascos do Brasil, e um time comandado por Zizinho, o maestro do time, colocavam a seleção que jogava de branco como uma das favoritas para levantar a taça.
                O selecionado brasileiro usou a base do Vasco da Gama e do São Paulo, os grandes times da época e mais o talento de Zizinho montaram um time incrível, mas o Brasil apesar de começar arrasando o México por 4 x 0 na estreia do Maracanã em jogos oficiais, logo tropeçou contra a Suíça, em São Paulo, e o empate de 2 x 2 fez a seleção sair vaiada do campo mas o retorno ao Maracanã e uma vitória de 2 x 0 diante da Iugoslávia devolveu o caminho das vitórias e embalou o time no quadrangular final que foi arrasador.
                No quadrangular final o Brasil arrasou seus dois primeiros adversários, goleando a Suécia por 7 x 1 e a Espanha por 6 x 1, está última com a torcida cantando a marchinha “Touradas de Madrid” do compositor Braguinha. Mesmo sem ter uma final, o jogo contra o Uruguai se tornou uma final, e podendo empatar para ser campeão e muitos já consideravam o Brasil campeão e pode ser que esse clima de já ganhou pode ter atrapalhado e ainda mais com Friaça fazendo 1 x 0, o clima e a atmosfera do Maracanã imaginava ser quase impossível o Brasil perder o título mas do outro lado existia uma Celeste obstinada a voltar a conquistar uma Copa e com o comando do grande capitão Obdulio Varela e das grandes atuações de Ghiggia e Schiaffino conseguiram calar quase 200 mil pessoas no Maracanã. Uruguai se igualou a Itália como bicampeões mundias.

Elenco brasileiro em 1950
1 – Barbosa – Vasco da Gama
2 – Castilho – Fluminense
3 – Augusto – Vasco da Gama
4 – Juvenal – Flamengo
5 – Nena – Internacional
6 – Nilton Santos – Botafogo
7 – Bauer – São Paulo
8 – Danilo – Vasco da Gama
9 – Bigode – Flamengo
10 – Noronha – São Paulo
11 – Eli – Vasco da Gama
12 – Rui – São Paulo
13 – Alfredo – Vasco da Gama
14 – Friaça – São Paulo
15 – Zizinho – Bangu
16 – Ademir – Vasco da Gama
17 – Jair – Palmeiras
18 – Chico – Vasco da Gama
19 – Adãozinho – Internacional
20 – Maneca – Vasco da Gama
21 – Baltazar – Corinthians
22 – Rodrigues – Palmeiras
Técnico – Flávio Costa
*Nesse Copa os números foram usados nos jogos mas não eram numerações fixas, era só para os jogos.


Curiosidades

- Até hoje nenhum brasileiro fez mais gols que Ademir em uma edição de Copa, com 9 gols. Ronaldo em 2002, fez 8.
- A edição de 1950 foi a única em que não houve uma final de fato. As quatros melhores seleções disputaram um quadrangular. Venceria a Copa quem somasse mais pontos.
- Os Indianos desistiram de disputar a Copa do Mundo porque seus jogadores foram proibidos de jogar descalços.
- O iugoslavo Mitic bateu a cabeça em uma viga antes de entrar em campo contra o Brasil e desfalcou sua equipe por alguns minutos. Quando voltou o Brasil já ganhava por 1 x 0.
- A vitória dos americanos sobre os ingleses foi tão surpreendente que os jornais da Inglaterra, ao receber o placar de 0 x 1 pelo telégrafo, acharam que era um “erro de digitação” e “corrigiram” o marcador para Inglaterra 10 x 1 Estados Unidos.

Tabela

1° Fase

Grupo A
Brasil 4 x 0 México
Iugoslávia 3 x 0 Suíça
Brasil 2 x 2 Suíça
Iugoslávia 4 x 1 México
Brasil 2 x 0 Iugoslávia
Suíça 2 x 1 México
*Brasil classificado

Grupo B
Inglaterra 2 x 0 Chile
Espanha 3 x 1 Estados Unidos
Espanha 2 x 0 Chile
Estados Unidos 1 x 0 Inglaterra
Espanha 1 x 0 Inglaterra
Chile 5 x 2 Estados Unidos
*Espanha classificada

Grupo C
Suécia 3 x 2 Itália
Suécia 2 x 2 Paraguai
Itália 2 x 0 Paraguai
*Suécia classificada

Grupo D
Uruguai 8 x 0 Bolívia
*Uruguai classificado

Quadrangular Final
Brasil 7 x 1 Suécia
Uruguai 2 x 2 Espanha
Brasil 6 x 1 Espanha
Uruguai 3 x 2 Suécia
Suécia 3 x 1 Espanha
Uruguai 2 x 1 Brasil
Gols – Friaça 47, Schiaffino 66, Ghiggia 79

Artilheiro
Ademir com 9 gols

Melhor jogador da Copa
Obdulio Varela – Uruguai

Seleção da Copa

Maspoli (Uruguai), Nilsson (Suécia) e Parra (Espanha); Bauer (Brasil), Varela (Uruguai) e Andrade (Uruguai); Ghiggia (Uruguai) Zizinho (Brasil), Ademir (Brasil), Jair (Brasil) e Schiaffino (Uruguai).

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Copa do Mundo de 1938

Copa do Mundo de 1938

A Copa de 1934 ocorreu na terra natal de Jules Rimet, França. França, como país sede e Itália, última campeã, não participaram das eliminatórias. Nas eliminatórias tiveram desistências, inclusive da Argentina que queria sediar a Copa e desistiu por boicote. No total foram 36 seleções disputando as eliminatórias.
            Os franceses mostraram grande capacidade de organização e com três meses de antecedência já divulgaram a tabela e o regulamento da Copa. O Brasil sabia que enfrentaria a Polônia mas não adiantava muito porque as informações eram quase nenhuma e o Brasil pouco sabia da Polônia.
            A Copa aconteceu com 12 seleções europeias e 3 intrusas (Brasil, Cuba e Índias Orientais Holandesas). A Itália, a última campeã, era a favorita pois o time estava melhor que o da Copa passada e o Brasil pela primeira vez foi com força máxima e contava com o talento de Leônidas da Silva e Domingos da Guia.
            Foi um mundial tenso, marcado pela gravíssima situação internacional, que levaria a Europa e o mundo à Segunda Guerra Mundial, pouco mais de um ano depois do certame. A Áustria que fora anexada pela Alemanha de Hitler não participou do mundial, pois foi obrigada a ceder seus jogadores à seleção alemã. A Áustria tinha um grande time mas mesmo assim a Alemanha empatou com a Suíça e no jogo desempate deu Suíça por 4 x 2.
            Durante as Oitavas aconteceu a primeira grande zebra em copas, empate de 3 x 3 entre Cuba e Romênia. No jogo desempate deu Cuba por 2 x 1. A Itália apesar do favoritismo enfrentou dificuldades diante da Noruega e só conseguiu a classificação na prorrogação com um gol do artilheiro Piola que também foi decisivo diante da anfitriã França, marcando 2 gols no segundo tempo, final Itália 3 x 1. A Itália fez um grande jogo diante do Brasil, por muitos o melhor jogo da Copa mas a Itália era superior e venceu por 2 x1. Na final a Itália pegou o forte time da Hungria mas a Itália conseguiu ganhar por 4 x 2 e se tornar a primeira bicampeã da história das Copas. Sob o comando de Vittorio Pozzo, único treinador a ser bicampeão, e do grande Giuseppe Meazza a Itália mostra que era a grande força da década de 30.

Brasil na Copa
            O Brasil de 1938 foi a primeira vez que levou os melhores jogadores, a briga entre paulistas e cariocas terminou e a seleção viajou com o que tinha de melhor, incluindo o Divino Mestre (Domingos da Guia) e o Diamante Negro (Leônidas da Silva). O treinador Ademar Pimenta levou os 22 jogadores que quis, sendo 18 dos clubes do Rio de Janeiro e 4 de São Paulo.
            Na estreia, o Brasil fez um jogo incrível com a Polônia, que foi decidido na prorrogação por 6 x 5, com atuação brilhante de Leônidas da Silva que marcou 3 vezes, um deles, diz a lenda, que foi descalço. Nas quartas de final nem a prorrogação definiu o vencedor diante da Tchecoslováquia, empate por 1 x 1 e foram para o jogo desempate e mais uma vez Leônidas da Silva foi decisivo e o Brasil ganhou por 2 x 1 se classificando para semifinal. Na semifinal o Brasil pegou a Itália e sem Leônidas, contundido, que foi substituído por Romeu mas não manteve o mesmo nível do que com o Diamante Negro e a Itália abriu 2 x 0 , o segundo gol, em um pênalti discutível, fora do lance, cometido por Domingos da Guia e convertido por Meazza, no final deu Itália por 2 x 1. Com Leônidas recuperado o Brasil venceu a Suécia por 4 x 2 e ficou em terceiro lugar na Copa de 1938, sendo a melhor colocação do Brasil até então.

Elenco brasileiro em 1938
1 – Batatais – Fluminense
2 Walter – Flamengo
3 – Domingos da Guia – Flamengo
4 – Machado – Fluminense
5 – Jaú – Vasco da Gama
6 – Nariz – Botafogo
7 – Zezé Procópio – Botafogo
8 – Martim – Botafogo
9 – Afonsinho – São Cristóvão
10 – Britto – América RJ
11 – Brandão – Corinthians
12 – Argemiro – Portuguesa Santista
13 – Lopes – Corinthians
14 – Perácio – Botafogo
15 – Hércules – Fluminense
16 – Luisinho – Palestra Itália
17 – Niginho – Vasco da Gama
18 – Tim – Fluminense
19 – Roberto – São Cristóvão
20 – Patesko – Botafogo
21 – Romeu – Fluminense
22 – Leônidas – Flamengo

Curiosidades
- Aconteceu o primeiro e único W.O. das Copas. A Áustria foi anexada pela Alemanha de Hitler pouco antes do Mundial. Sua seleção deveria enfrentar a Suécia, mas não apareceu para o jogo. Cinco atletas austríacos defenderam a Alemanha que acabou eliminada pela Suíça.
- Diz a lenda que Leônidas marcou um de seus três gols na vitória por 6 x 5 contra a Polônia descalço. Sua chuteira teria voado em um lance anterior e o árbitro não viu, o campo estava um lamaçal por causa da chuva.
- Oficialmente o primeiro gol contra foi do suíço Ernst Loertscher na vitória por 4 x 2 (de virada) sobre a Alemanha. Oito anos antes, no Uruguai, o mexicano Manuel Rosas balançou as próprias redes diante do Chile, mas o gol foi creditado ao atacante chileno Subiabre.

Tabela

1° Fase
Tchecoslováquia 3 x 0 Holanda
Brasil 6 x 5 Polônia
França 3 x 1 Bélgica
Itália 2 x 1 Noruega
Suíça 1 x 1 Alemanha
Jogo desempate
Suíça 4 x 2 Alemanha
Hungria 6 x 0 Índias Orientais Holandesas
Suécia W.O. contra Áustria
Cuba 3 x 3 Romênia
Jogo desempate
Cuba 2 x 1 Romênia

Quartas de final
Brasil 1 x 1 Tchecoslováquia
Jogo desempate
Brasil 2 x 1 Tchecoslováquia
Itália 3 x 1 França
Hungria 2 x 0 Suíça
Suécia 8 x 0 Cuba

Semifinal
Itália 2 x 1 Brasil
Hungria 5 x 1 Suécia

Disputa 3° lugar
Brasil 4 x 2 Suécia

Final
Itália 4 x 2 Hungria
Gols – Colaussi 6, Tikos 8, Piola 16, Sarosi 70, Colaussi 80, Piola 82.

Artilheiro
Leônidas (Brasil) – 7 gols.

Melhor jogador
Piola – Itália

Seleção da Copa
Planicka (Tchecoslováquia), Rava (Itália) e Domingos da Guia (Brasil); Locatelli (Itália), Foni (Itália) e Andreolo (Itália); Colaussi (Itália), Zsengeller (Hungria), Leônidas (Brasil), Sarosi (Hungria) e Piola (Itália).





sexta-feira, 18 de abril de 2014

Copa do Mundo de 1934

Copa do Mundo de 1934

Como os números de inscritos para Copa aumentou, a Fifa teve que organizar as eliminatórias e até a anfitriã Itália teve que garantir sua vaga no campo. A Suécia desistiu de se candidatar de uma hora para outra e a Itália do ditador Mussolini queria promover sua ditadura. Ao todo foram 34 seleções inscritas e no final sobraram 16 seleções para disputar a Copa que só não foi uma Copa europeia por causa do Brasil, Argentina, Estados Unidos e Egito (a primeira seleção africana a participar de um Mundial). O Uruguai, último campeão, resolveu não participar como resposta no boicote que fizeram na Copa de 1930, o Uruguai foi o único campeão mundial a não defender o título.
Mussolini aproveitou a Copa para fazer propaganda do pró-fascismo, seu lema, “vitória ou morte”, assustava seus adversários e sua própria seleção.  A influência indiscutível de Mussolini se impôs em diversos aspectos, como por exemplo, a escolha pré-determinada de árbitros "suspeitos" nas partidas da anfitriã Itália. O sueco Ivan Eklind, que apitou a semifinal e a final, teria se encontrado com Mussolini antes das partidas. Misteriosamente, decisões polêmicas foram tomadas, sempre em favor da Itália (expulsões e gols anulados de adversário.). Alguns árbitros influenciaram tanto nos resultados da Itália que foram expulsos por suas pátrias após o torneio, caso do suíço René Mercet e do belga Louis Baert. O trio de arbitragem na final fizeram a saudação fascista antes de apitar a final.
            O modo de disputa também mudou depois de um sorteio as 16 seleções disputaram a primeira fase num jogo só, classificando os vencedores para as quartas de final que depois sobrariam 4 seleções para semifinal e nessa Copa foi disputado o 3° lugar, diferente de 1930. Os confrontos foram os seguintes: Itália x Estados Unidos, Espanha x Brasil, Áustria x França, Hungria x Egito, Tchecoslováquia x Romênia, Suíça x Holanda, Alemanha x Bélgica e Suécia x Argentina.
            A Itália que não foi no primeiro Mundial por boicote, ela era candidata a sediar o Mundial, tinha uma grande seleção e era uma grande candidata ao título da primeira Copa do Mundo. A Itália tinha como treinador Victorio Pozzo, um grande estrategista que tinha formação na Inglaterra, onde o futebol começou e tinha o melhor campeonato, além de possuir grandes jogadores no seu elenco como o meia Giuseppe Meazza, o melhor da Copa além de alguns descendentes, 4 argentinos e até um brasileiro. A Itália teve uma estreia tranquila diante dos Estados Unidos, vitória por 7 x 1 mas nas quartas um empate por 1 x 1 com a Espanha proporcionou um jogo desempate, na época não existia disputa por pênaltis. No jogo desempate deu Itália por 1 x 0. Na semifinal a Itália enfrentou a Áustria, famosa pelo seu Wunderteam e criadora do esquema WM, copiado por muitas seleções, mas no final deu Itália por 1 x 0 com gol de Meazza, grande jogador da década de 30. Na final a Itália perdia para Tchecoslováquia e faltando 7 minutos para o final, Orsi empatou, levando o jogo para prorrogação e a Itália conseguiu logo o gol tronando-se a campeã Mundial da segunda Copa do Mundo.

Brasil na Copa

            Em 1934 a briga piorou porque além da briga entre paulistas e cariocas, agora a briga era entre amadores e profissionais e como a CBD (Confederação Brasileira de Desportos) seguia apoiando o amadorismo e ela era filiada a Fifa, só ela poderia inscrever os jogadores e alguns fizeram um contrato com a CBD para disputar a Copa, o Botafogo que era um time amador cedeu a maioria dos jogadores, a seleção era um misto do Botafogo com alguns contratados. O Brasil viajou 12 dias de navio para Itália, o que também foi prejudicial e juntando com a falta de preparo foi fundamental para desclassificação e ainda pegou a forte seleção da Espanha, o jogo terminou 3 x 1 para os espanhóis, deixando o Brasil na 14° colocação, o pior resultado do Brasil em Copas.

Elenco brasileiro em 1934
1 – Germano – Botafogo
2 – Pedrosa – Botafogo
3 – Luiz Luz – CBD
4 – Octacílio – Botafogo
5 – Sylvio Hoffmann – CBD
6 – Ariel – Botafogo
7 – Canalli – Botafogo
8 – Martim – Botafogo
9 – Tinoco – CBD
10 – Waldyr – Botafogo
11 – Armandinho – CBD
12 – Áttila – Botafogo
13 – Carvalho Leite – Botafogo
14 – Leônidas – CBD
15 – Luisinho – CBD
16 – Patesko – CBD
17 – Waldemar de Brito – CBD
Técnico – Luiz Vinhaes
*As camisas ainda não usavam números.

Curiosidades
- Dizem que num dia antes da final o alto escalão da Fifa mais o árbitro sueco Ivan Eklind foram convidados para jantar com Mussolini, o encontro nunca foi confirmado.
- Além da taça, os campeões italianos receberam medalhas de bronze estampadas com a esfinge de Mussolini que o mesmo fez questão de entrega las.
- Um paulistano, Anfilóquio Guarisi Marques, jogou pela Itália. Filó que jogava na Lazio com o nome de Guarisi tornou-se o primeiro campeão do mundo da língua portuguesa mas só jogou o jogo da estreia.

Tabela
1° Fase
Itália 7 x 1 Estados Unidos
Espanha 3 x 1 Brasil
Áustria 3 x 2 França
Hungria 4 x 2 Egito
Tchecoslováquia 2 x 1 Romênia
Suíça 3 x 2 Holanda
Alemanha 5 x 2 Bélgica
Suécia 3 x 2 Argentina

Quartas de final
Itália 1 x 1 Espanha
Jogo desempate
Itália 1 x 0 Espanha
Áustria 2 x 1 Hungria
Tchecoslováquia 3 x 2 Suíça
Alemanha 2 x 1 Suécia

Semifinal
Itália 1 x 0 Áustria
Tchecoslováquia 3 x 1 Alemanha

Disputada 3° lugar
Alemanha 3 x 2 Áustria

Final
Itália 2 x 1 Tchecoslováquia
Gols – Puc 37, Orsi 83 e Schiavio 95.

Artilheiro
 Nejedly (Tchecoslováquia) com 5 gols.

Melhor da Copa
Giuseppe Meazza (Itália)

Seleção da Copa:
Zamora (Espanha), Monzeglio (Itália) e Quincoces (Espanha); Cilaurren (Espanha), Ferraris (Itália) e Monti (Itália); Meazza (Itália), Nejedly (Tchecoslováquia), Orsi (Itália), Sindelar (Áustria) e Guaita (Itália).



Copa do Mundo 1930.

Copa do Mundo de 1930

Uruguay 1930 World Cup.jpg

A primeira Copa do Mundo foi realizada por convite, ainda não existia eliminatórias, e Uruguai e Itália queriam promover a competição. O Uruguai como era bicampeão Olímpico e Enrique Buero era o vice-presidente da Fifa e amigo de Jules Rimet (presidente e idealizador da Copa) e mais o centenário da independência do país, com a construção de um estádio (o Centenário) fizeram que os uruguaios ganhassem a briga para sediar a primeira Copa do Mundo.
            A Itália como represália não compareceu, assim como Holanda, Hungria, Espanha e Suécia que apoiaram a candidatura da Itália. Da Europa veio somente a França, Bélgica, Romênia e a Iugoslávia que tiveram coragem de atravessar o Atlântico, uma viagem longa e exausta. Da América do Norte vieram Estados Unidos e México e da América do Sul participaram: Uruguai (País sede), Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Peru, além do Brasil. No total foram 13 seleções que foram divididos em 4 grupos: Grupo A com 4 seleções (Argentina, Chile, França e México), Grupo B (Iugoslávia, Brasil e Bolívia), Grupo C (Uruguai, Peru e Romênia) e Grupo D (Estados Unidos, Paraguai e Bélgica), todos esses com 3 seleções.
            O Uruguai foi o primeiro campeão Mundial. Jogando em casa e com estádio novo, Estádio Centenário com capacidade de 100 mil pessoas (na final tinha 90 mil) mas o Uruguai tinha uma seleção fantástica que vinha de um bicampeonato Olímpico. Nas Olímpiadas de Paris em 1924, os uruguaios arrasaram a Suíça por 3 x 0, os parisienses os aplaudiram de pé e ficaram encantados com o futebol apresentado. Nas Olímpiadas de Amsterdã em 1928, os uruguaios fizeram a final com os argentinos, o que se repetiria na Copa do Mundo, em Amsterdã o Uruguai venceu a Argentina por 2 x0.
            A seleção Celeste Olímpica, como era conhecida, era conduzida pelo seu capitão Nasazzi e pelo grande goleiro Ballestrero. Seu meio de campo era conhecido por “cortina de ferro”, composto por Andrade (A maravilha Negra), Fernández e Gestido. Seu ataque arrasador que queria fazer 3 gols por jogo era temido e composto por Scarone, Dorado, Cea, Iriarte e Castro.
            Os Uruguaios fizeram uma grande campanha apesar de uma estreia apertada, 1 x0 diante ao Peru mas no segundo jogo arrasaram a Romênia por 4 x 0. Na semifinal enfrentou e goleou a Iugoslávia por 6 x 1, mesmo placar da outra semifinal com Argentina goleando os Estados Unidos por 6 x 1, a final poderia ser uma revanche da Argentina que perdeu o Ouro Olímpico dois anos antes, em Amsterdã.
             Na grande final a Argentina acabou o primeiro tempo na frente (2 x 1) mas a força uruguaia predominou e logo estava 3 x 2 para os donos da casa e com um gol de Castro no último minuto a torcida e os jogadores ficaram aliviados e puderam gritar finalmente campeão. O Uruguai dominou o futebol por 6 anos, com 2 títulos Olímpicos e o primeiro campeão Mundial, a Celeste era dona da década de 20.

Brasil na Copa

            Por causa de uma briga entre cariocas e paulistas prejudicou a seleção. Jogadores como Friedenreich (o melhor jogador na época), Heitor não foram chamados por jogarem em times paulistas e como a CBD (Confederação Brasileira de Desportos) em sua maioria era formada por cariocas. Friendenreich jogava no São Paulo Floresta e Heitor no Palestra Itália, o único paulista chamado foi Araken que jogava no Santos mas havia brigado com o clube.
            Desfalcada de bons jogadores o Brasil perdeu o primeiro jogo para Iugoslávia por 2 x 1, assim tirando a chance de disputar a semifinal, no segundo jogo o Brasil goleou a Bolívia por 4 x 1 mas já era tarde mas foi a primeira vitória em Copas do Brasil. A vitória da Iugoslávia sobre a Bolívia por 2 x 1 selaram a desclassificação brasileira na primeira fase.

Elenco Brasileiro em 1930
1 – Joel – América RJ
2 – Velloso – Fluminense
3 – Brilhante – Vasco da Gama
4 – Itália – Vasco da Gama
5 – Zé Luís – São Cristóvão
6 – Benvenutto – Flamengo
7 – Fausto – Vasco da Gama
8 – Fernando Giudicelli – Fluminense
9 – Fortes – Fluminense
10 – Hermógenes – América RJ
11 – Ivan Mariz – Fluminense
12 – Oscarino – Ypiranga
13 – Pamplona – Botafogo
14 – Araken – na época sem clube mas cadastrado pelo Flamengo
15 – Benedicto – Botafogo
16 – Carvalho Leite – Botafogo
17 – Doca – São Cristóvão
18 – Manoelzinho – Ypiranga
19 – Moderato – Flamengo
20 – Nilo – Botafogo
21 – Poly – Americano
22 – Preguinho – Fluminense
23 – Russinho – Vasco
24 – Teóphilo – São Cristóvão
Técnico – Píndaro de Carvalho.
*Lembrando que os números são ilustrativos pois nessa época as camisa não usavam números.

Curiosidades

- O primeiro gol de uma Copa do Mundo foi marcado pelo francês Lucien Laurent na goleado da seleção francesa sobre o México (4 x 1). Preguinho, diante da Iugoslávia, foi o primeiro brasileiro a fazer gol em Copa do Mundo.
- Castro, atacante do Uruguai, era conhecido por “El Manco” por não ter a mão direita (perdeu-a aos 13 anos numa serra elétrica). Autor do último gol da Copa é o único jogador deficiente a participar de uma Copa.
- O uniforme do Brasil era branco e ao enfrentar a Bolívia, que também tinha uniforme branco, ganharam o sorteio e a Bolívia teve que pegar emprestada a camisa do Uruguai para jogar contra o Brasil.
- O menor público em uma Copa do Mundo foi na Copa de 1930, Romênia e Peru jogaram para um público de 300 pessoas.
- Os ingleses se recusaram a participar das três primeiras Copas porque os inventores do futebol achava que sua supremacia não precisava ser testada.

Tabela

Grupo A
França 4 x 1 México
Argentina 1 x 0 França
Chile 3 x 0 México
Chile 1 x 0 França
Argentina 6 x 3 México
Argentina 3 x 1 Chile
*Argentina classificada para semifinal.

Grupo B
Iugoslávia 2 x 1 Brasil
Iugoslávia 4 x 0 Bolívia
Brasil 4 x 0 Bolívia
*Iugoslávia classificada para semifinal.

Grupo C
Romênia 3 x 1 Peru
Uruguai 1 x 0 Peru
Uruguai 4 x 0 Romênia
*Uruguai classificado para semifinal.

Grupo D
Estados Unidos 3 x 0 Bélgica
Estados Unidos 3 x 0 Paraguai
Paraguai 1 x 0 Bélgica
*Estados Unidos classificado para semifinal.

Semifinais
Uruguai 6 x 1 Iugoslávia
Argentina 6 x 1 Estados Unidos

Final
Uruguai 4 x 2 Argentina
Gols – Dorado 12 , Paucelle 20 , Stábile 37 , Cea 57, Iriarte 68 e Castro 90.
*Não houve disputa de terceiro lugar.

Artilheiro 
Stábile com 8 gols.

Seleção da Copa
Ballestreto (Uruguai), Nasazzi (Uruguai) e Ivkovic (Iugoslávia); Monti (Argentina), Andrade (Uruguai) e Gestido (Uruguai); Patenaude (Estados Unidos), Stábile (Argentina), Cea (Uruguai), Scarone (Uruguai) e Castro (Uruguai).

Melhor da Copa
Stábile da Argentina.


A bola da final.