quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Diário de bordo - Extrema - Parte 2

Depois de uma noite tranquila e de um café maravilhoso tive que voltar a realidade e procurar um hotel mais barato para poder trabalhar. Resolvi ir no hotel que vi pela internet que estava lotado mas poderia ter mais sorte dessa vez. Achei o hotel me pareceu bom apesar de que na recepção não ter ninguém só um rapaz com o celular tocando funk, e alto, por que ele não vai procurar um ônibus?
Logo chegou uma recepcionista e fiquei com o quarto e já paguei e peguei a nota, resolvi subir para guardar algumas coisas e ver como iria trabalhar, o quarto era muito bom e tinha uma internet rápida. Ela me deu duas chaves que achei estranho mas ela me explicou que as vezes o hotel ficava fechado e assim poderia entrar, hotel fechado só tinha visto em Cruzilia. No sul de Minas tem muitas coisas interessantes, a recepcionista fecho o hotel para ela ir almoçar, nunca vi isso e não tem recepcionista a noite e se algum hospede resolver pegar alguma coisa na cozinha?
Resolvi sair para trabalhar e Extrema como toda cidade do sul de Minas tem dois centros, um no alto da ladeira e outro embaixo da ladeira, como o hotel é no alto resolvi trabalhar por ali. Estava andando pela rua e notei um inferno que é andar em Extrema, todo mundo com o som do celular ligado e sem fone de ouvido, é um inferno. E porque só toca funk quando alguém escuta música sem fone? Ninguém escuta outra coisa quando está sem fone e ainda tem o barulho dos carros que por ser ladeira os motores ficam alto. Pensei que não tivesse ônibus em Extrema mas logo vi um, porque esse pessoal não anda de ônibus?
Entendi porque eles gostam de funk, vi uns cartazes de show e era só funk, sabiam que existe as Justiceiras do Funk? Se fossem justiceiras mesmo acabaria com o funk ou então iria tudo fazer a Fazenda, pelo menos ficaríamos um mês sem funk.
Me imaginei morando em Extrema, ou iria no show ou teria que ver Zorra Total ou Legendários e vi que preciso urgente de uma tv por assinatura.
O bom de extrema foi quando fui almoçar tinha feijão preto, pelo menos em Extrema foi o melhor lugar que consegui almoçar e pelo menos o almoço não foi caro pois comi muito e gastei menos do que gasto em Poços mas o supermercado de Extrema é muito caro. Tirando a ladeira Extrema para um bairro do Rio de Janeiro, tem mate, feijão preto e funk.

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