domingo, 28 de novembro de 2010

Lembranças de um Rio de Janeiro

Moro em Poços de Caldas num bairro chamado Cascatinha e muitos falam que lembram alguns bairros do Rio de Janeiro antigo, deve ser por causa das rodas de samba e pelos churrascos em beira da calçada.
Moro no bairro faz pouco tempo mas já morei perto e tenho alguns amigos no bairro. Sempre na sexta ao voltar para casa vejo começar a formar as rodas de sambas e os churrasquinhos mas nunca parei ou prestei atenção, da varanda do meu apartamento consigo escutar a batucada mas não dá para diferenciar as músicas.
Aqui no bairro sempre tem eventos, como bingos, e nesse fim de semana vi um cartaz interessante que dizia: 7º Feijão do Beca. Era na rua onde moro, achei interessante mas não imaginei o que seria isso.
Domingo chegou e nem lembrava do "Feijão do Beca", desci a rua com meus filhos para comprar um refrigerante para almoço e percebi a rua fechada e ao subir reparei que subiam muita gente comigo e bem acima de onde moro começou a juntar gente.
Fui tentar arrumar a casa e fiquei escutando os barulhos da rua, pareciam que estavam fazendo uma churrascada mas era o "Feijão do Beca" e de repente escutei alguém falar no microfone, acha que era alguém agradecendo a presença de todos e mas alguma coisa que não entendi direito, continuei a tentar arrumar a casa.
De repente começo a escutar a batucada e as conversas diminuiram para escutarem as músicas, para meu espanto começaram cantando "Aquarela do Brasil" música de Ary Barroso e foram emendando´sambas antigos e aquilo foi me trazendo uma nostalgia que corri para cozinha, pois da janela dava para ver a festa, e para não perder a arrumação comecei a lavar a louça e me deliciar com as músicas. Lembrei da feijoada da Portela que vão muitos artistas e uma feijoada no morro do Chapéu Mangueira que fui 2 vezes. Me emocionei quando eles tocaram "My way", eu tenho um vinil do Elvis com essa música.
Eles continuavam a tocar sambas antigos de Noel Rosa, Martinho da Vila e Zeca Pagodinho, não pude não lembrar do Rio de Janeiro que cresci, no bairro do Meier e um tio tinha uma casa na Penha, onde estão acontecendo essa guerra.
Lembrei das histórias do meu pai, meu irmão e minhas mesmo de um tempo que tinha violência mas se vivia e principalmente se divertia. Ver o Rio de Janeiro do jeito que está me causa bastante tristeza. Lembro que meu pai sempre contou histórias de um Rio de Janeiro antigo e depois eu vivi histórias de um Rio de Janeiro e agora o que sobrou, como vou levar meus filhos para conhecerem o lugar que o pai deles foi criado e a cada música que tocavam via ainda mais minha adolescência, confesso que fiquei nostalgico e depois que a louça acabou tratei de arrumar a cozinha e fazer o almoço para não sair dali que na cozinha dava para escutar direitinho.
A noite vendo o Fantástico e as notícias do Rio contra o crime lembrei do "Feijão do Beca" e sorri por estar morando nesse bairro e semana que vem anunciaram um feijão tropeiro na quadro do bairro, uma boa oportunidade de levar meus filhos para quem sabe eles já terem suas histórias de um bairro que lembra um Rio de Janeiro que o pai deles viveu.

sábado, 27 de novembro de 2010

Um ano de AFMA

Por volta de maio do ano passado me passaram um e-mail de um rapaz que estava querendo começar a jogar futebol de mesa em Alfenas. O adicionei no MSN e começamos a conversar, por coincidência somos cariocas, trocamos idéias sobre material de jogo pois o que ele tinha não era adequado e passamos a conversar com bastante freqüência. Ele me apresentou seu primo, o primão Guilherme, que é um aficionado por futebol de mesa e conversando com os dois passei a mostrar que o futebol de mesa tinha evoluído muito e que agora estava uma brincadeira de gente grande.
Eu participei do Brasileiro do ano passado no Rio de Janeiro e assim que voltei com novas idéias chamei o Flavio e o Guilherme para jogarem em Poços de Caldas comigo e eles vieram num sábado para jogarmos no shopping.
O Flavio me encheu o saco e acabei vendendo dois times para ele, meus times que joguei o brasileiro, e marcamos deles jogarem o campeonato que iria ter no shopping.
No dia do campeonato ofereci minha casa para eles ficaram, o Guilherme ficou lá com muita vergonha mas o Flavão quis ficar no Imperador Hotel, ele devia colocar essa história no blog pois quem sabe da história deita no chão de tanto rir, passamos a chamá-lo de Imperador.
No campeonato eles viram que o nível estava crescendo e que deveriam fazer alguma coisa para mostrar esse velho novo esporte para Alfenas.
Há um ano eles fundaram a Associação de Futebol de Mesa de Alfenas, a AFMA, e com muita batalha conseguiram associados e adeptos para divulgarem ainda mais o futebol de mesa.
Esse ano prometi ao Flavio e ao Guilherme que os ajudariam para divulgar o futebol de mesa em Alfenas e fizemos um campeonato rápido para confraternizar as cidades de Poços de Caldas e Alfenas. Nesse campeonato tiramos algumas dúvidas e passamos um domingo agradável em Alfenas.
A partir dessa data passei a freqüentar Alfenas e conversar muito com Flavio e o Guilherme, trocando idéias de táticas e jogo para melhoria nossa. A AFMA resolveu participar do 1º Mineiro de equipes e ofereci minha casa para eles e não aceitaram pois voltariam no mesmo dia para Alfenas, mesmo no mineiro sermos adversários conversamos muito para Alfenas conseguir uma boa colocação e isso só não foi possível pois eles não possuíam reservas e o campeonato de equipes é muito desgastante.
Eu me separei e foi um pouco difícil para mim e comecei a trabalhar em Alfenas uma vez por semana e filei os almoços na casa de Flavão e sua mulher Andréia conversou muito comigo, ela é psicóloga, me ajudando bastante na minha separação e passei a ter vontade de jogar por Alfenas, me sentia bem ali, no ambiente da AFMA.
Em julho desse ano ocorreu a 2º Taça de Inverno em Poços de Caldas e a AFMA iria participar, eu por motivos pessoais não pude, e dessa vez ficaram lá em casa. Eu moro numa kitnete e ficaram nove pessoas nela e rimos bastante, o Luquinhas meu filho de três anos adorou a casa cheia.
Na semana seguinte levei meus filhos para Alfenas e me senti em casa, eu via meus filhos sorrindo e aquilo me encheu de alegria, passei um domingo maravilhoso e decidi jogar por Alfenas, conversei com Flavão que aceitou minha presença na AFMA.
Eu saberia que minha saída de Poços de Caldas seria complicada mas queria ajudar Alfenas e em especial Flavão por tudo que sempre batalhou para o crescimento do esporte e queria jogar com alegria, coisa que não estava tendo aqui em Poços de Caldas, não quero ser profissional, quero apenas brincar e rir a vontade, isso teria que ser em Alfenas.
Por isso decidi entrar para AFMA, por que quando comecei a jogar futebol de mesa era para distrair de uma semana de trabalho e jogar com meu pai e quando não estava feliz jogando pensei em até parar mas vi na AFMA um resgate de um tempo feliz na minha infância que jogávamos e brincávamos horas e horas. Na AFMA você tem alegria e um ambiente maravilhoso para pratica desse hobby, prova disso no Aberto de Alfenas ser eleito o melhor da temporada pelos participantes mas ele foi o melhor por causa das pessoas que jogam em Alfenas e sem vocês nada disso estaria acontecendo e agradeço a todos os integrantes por terem me recebido bem, eu e meus filhos, porque até eles agora perguntam quando vamos voltar para Alfenas.
Abraços a todos e que mantenham essa alegria.
Eduardo Carioca

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Acabou o ano para Palmeiras

Como só tinha o jogo do Palmeiras para ver e como o Palmeiras já havia ganhado o jogo em Goias por 1 x 0, achava que o jogo não teira graça e seria muito fácil para o Palmeiras chegar na final da Sulamericana.
Assim que o jogo começou percebi um Palmeiras querendo decidir logo a partida e sufocando o Goias na defesa. O Goias tentava um milagre com uma única jogada, lançar bola alta para Rafael Moura e só.
O Palmeiras com comando de Lincoln tocava a bola e chegava com perigo no gol de Harlei, um baita de um goleiro, colocou uma bola na trave e logo fez um gol.
Acho que o gol fez mal para o Palmeiras porque o Goias parecia não ter força para reagir e o Palmeiras ficou tocando bola deixando o tempo passar sem tentar fazer o segundo gol.
Mas uma bola perdida por Kleber resultou num contra ataque do Goias e uma falta marcada perto da aréa, uma falta despretenciosa que bateu no travessão e voltou para aréa na cabeça de Rafael Moura que desviou para cabeçada de Carlos Alberto que não entraria se Tinga não interferisse no lance. O gol mesmo classificando o Palmeiras teve um abatimento estranho e achei que Felipão por ser um grande treinador resolveria o problema no vestiário.
Mas no segundo tempo o Palmeiras voltou do mesmo jeito, apático e torcendo para o jogo acabar logo, Lincoln que comandava o time parecia cansado e foi substituido e Kleber não tinha inspiração nenhuma. O Goias adiantou a marcação e passou a arriscar mais, vendo que poderia ganhar o jogo e numa bola cruzada na aréa Rafael Moura, lembrando que ele ganhou quase todas as bolas pelo alto nessa noite, escorou para entrada de Ernando fazendo o segundo gol do Goias.
O que achei mais estranho que mesmo perdendo a classificação o Palmeiras não demonstrou reação alguma e nem pressionou o Goias no final.
É bom se pensar que pagar salários altíssimos para treinadores vale a pena realmente. Felipão e Luxemburgo fazem tempo que não ganham nada e mesmo assim possuem salários altos e com multas recissórias, lembrando que Muricy cumpre sempre seus contratos e não tem multa. E agora o que fará o Palmeiras e só para lemrar o Felipão que tem jogo domingo e um jogo que pode definir o campeonato.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

1º Coopoços Festival - Dança e kung Fu

Hoje a noite eu compareci ao 1º Coopoços Festival - Dança e Kung Fu que foi realizado no Teatro da Urca. Primeiramente tenho que elogiar ao Presidente Sérgio por tudo que fez pela Coopoços desde que assumiu a presidência, transformando a Coopoços num orgulho para os moradores dess cidade, fazendo eventos maravilhosos.
Eu adoro festivais que represente alguma coisa cultural e acho que toda forma de cultura válida, só o fato de termos eventos como esse já vale a pena prestigiar.
O festival foi muito bem feito e contou com a lotação do teatro e conseguindo 400 kilos de alimentos para três instituições de caridades.
Gostei muito das apresentações e destaquei algumas que me chamaram atenção, algumas até me emocionando e outras me fazendo rir.
A primeira apresentação me deliciei com meninas miúdas apresentando "As Princesas" e vendo aquelas coisinhas pequenas e tão ingênuas dançando e se divertindo, achei magnífico.
Gostei muito da apresentação "Paz de Trois" com a música: Una música Brutal, mostrando uma coreografia forte e muito cativante, aproveitando a força da música e a leveza da dança.
A "Dança dos Véus" me mostrou uma dança do ventre diferente, coreografada e muito sensual, com as meninas em total sintonia e mostrando a magia da dança para o público, uma coreografia leve e muito deliciosa.
Outra paresentação que me chamou muita atenção foi a do "O Circo" que trouxe a magia do circo para o teatro com piruetas e saltos de crianças que se divertiam no palco, uma apresentação deliciosa.
No final teve várias apresentações de algumas técnicas de Kung Fu mostrando uma arte milenar com muita disciplina e alunos de todos os tamanhos e com várias técnicas, um espetáculo magnífico.
Sai do teatro com uma sensação maravilhosa de até aprender a dançar ou aprender Kung Fu de tão gostosa que foi a apresentação e de ver como a Coopoços cresceu e se desenvolveu com projetos maravilhosos que fazem você querer fazer parte dessa família chamada Coopoços.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Programas de esportes

Esses programas de esportes, isto quer dizer futebol e futebol paulista, estão parecendo aquele programa da Sonia Abraão que passa a tarde, nem sei se o nome dela se escreve assim, quando pega num assunto vai por uma semana.
Agora pegaram o São Paulo para Cristo, e tem gente já falando que o Richarlyson foi expulso porque ele já está vendido para o Flu e até alguns falaram que o Rogério Ceni falhou de propósito nos gols.
Esse pessoal tem que aprender que muita gente na hora do seu almoço que gosta de assistir alguma coisa sobre futebol na tv e que eles são formadores de opinião, por isso teriam que tomar mais cuidado com o que falam.
Você pode até jogar sem pretensão alguma mas entregar um jogo acho mais difícil acontecer e se realmente exisitr deveriamos parar de torcer e eu nunca torceria para o Vasco perder para não dar um título para o Flamengo e nunca comemoraria um gol contra meu Vasco, tenho amor pelo time que torço e não o trairia em momento algum, quero sempre que ele ganhe e vou torcer para ele ganhar do Corinthians mesmo que isso dê o título para o Fluminense, porque se o Flu está disputando o título é porque mereceu isso e ficaria envergonhado se meu time entregasse um jogo.
Muitos desses comentárista foram ex jogadores portanto são ídolos, por isso mais cuidado com os comentários, seria bom senso e deveriamos parar com esse sensacionalismo barato da imprensa esportiva.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Filmes no fim de semana

Esse fim de semana vi 3 filmes e meio. Peguei 5 filmes na locadora sendo que 2 são para meu filho menor, Lucas, que queria ver Ben 10 e pegou mais um, da Liga da Justiça, ele já viu os dele na sexta mesmo, um atrás do outro e depois foi dormir.
Eu, no sabado, depois de passear no shopping com os filhotes resolvi ver um dos filmes que peguei. Escolhi um brasileiro para não ter que ficar lendo as legendas, peguei "O Cheiro do Ralo" com Selton Melo, eu adoro ele, o filme vale pela atuação de Selton mas é muito confuso e estranho, os intelectuais devem amar esse filme.
A noite fui ver com meu filho maior, Felipe, o filme do Super Cine "Minha super ex namorada", acho que esse é o nome do filme, um filme bobo mas valeu para passar um tempo com meu filho mas não seria um filme que pegaria na locadora.
O meio filme que vi foi no domingo, na temperatura máxima, "Hitch - o conselheiro amoroso", eu gosto desse filme e fazia muito tempo que não assistia mas como tive que levar os filhos para ver a chegada de Papai Noel no shopping não deu para ver todo mas vi a cena que adoro que é quando Will Smith ensina o desajeitado, que não sei seu nome, a dançar, essa cena é muito boa.
A noite depois do show de Paul McCartney estava sem sono e resolvi ver um filme que peguei na locadora "Efeito Dominó" com Jason Statham, o mesmo de "Carga explosiva", gosto de filme com ele mas esse é muito diferente dos que ele faz, não tem muita pancadaria e é uma história real de um grande assalto. Tem muita trama,, intriga e mistérios. Um filme que te prende do início ao fim com muita ação e com um excelente ritmo, vale a pena conferir.
Como o filme da Tela Quente não vai ser grande coisa vou aproveitar para ver o último que peguei "O Amor não tem regras" com George Clooney, gosto dele e vamos ver como será o filme, se for bom vale uma crônica senão é melhor esquecer mesmo.

Campeonato Brasileiro

Campeonato Brasileiro chegando ao fim e mais uma vez começam a falar de entrega de jogos, eu não acredito nisso mas no futebol tudo é possível. Não acho por exemplo que Rogerio Ceni com a história que tem tenha entregado o jogo.
Acho que a definição será na última rodada definido o campeão. O Fluminense leva certa vantagem por seus jogos serem mais fáceis, contra adversários não brigando por nada e em contra rebaixamento.
O Fluminense sendo campeão ou não tem em Conca o grande nome do campeonato que mais uma vez ficou namão de um estrangeiro já que ano passado foi Pet pelo Fla o nome do campeonato.
O Flu começou a conquistar o Brasileiro ano passado quando tinha 99% de chance de cair para série B e numa arrancada se livrou do rebaixamento e depois contratou Muricy, era o que faltava para o time se tornar favorito ao título.
Se conquistar o título, o Flu seria bicampeão e Muricy tetracampeão, prêmio para um time que nos últimos anos montou times competitivos e tem um patrocínio a muito tempo, mais uma parceria que vem dando certo.
E agora é só ficar na torcida do seu time e contra seu rival e não é só ganhar, o seu rival tem que perder também, mas entrear o jogo acho muito difícil isso acontecer mas...

Uma prece

Uma Prece

Não tem mistério comigo
Sou só um cara sozinho
Eu grito por seu nome
E me sinto vivo

Eu grito seu nome
Nada vai me fazer mudar
Eu peço para você
Só quero uma chance
Com você estou certo
Eu sinto o poder
Vou fazer uma prece
Para ter você

Escuto sua voz
Como um anjo diante de mim
Começo a sonhar
Não tenho escolha
Na sua voz começo a voar

Fecho meus olhos
Vejo que estou só
Com você eu tenho o céu
E posso abrir meus olhos
Como é bom gostar de você

Eu chamo seu nome
Isso não me faz sofrer
Você me mostrou algo
Você me faz viver
Eu não sei o que é
Eu sinto o poder

Vou fazer uma prece
Para você me querer
Vou fazer uma prece
Para você me querer

É isso que eu quero para mim
Não há mistério nisso
Não quero mais ser sozinho
Você é como um sonho
Que pousou sobre mim
Eu gosto disso
E acabo a prece
Com uma só certeza
Eu quero você perto de mim.

domingo, 21 de novembro de 2010

Paul McCartney no Brasil

Dos Beatles sempre gostei do John Lennon e do George Harrison(por causa do meu pai) mas do Paul fiquei com aquela impressão que foi por causa dele que os Beatles acabaram e fora o boato que o verdadeiro tinha morrido.
Mas negar que suas músicas não são marcantes seria a mesma coisa que não reconhecer Roberto e Erasmo(guardada as devidas proporções) e que sua figura no Beatles foi do tamanho de John Lennon e marcaram uma geração que não foi a minha mas que ficou na história.
Eu lembro que ganhei de uma tia um vinil dos Beatles num dos meus aniversários da adolescência, um vinil branco com 20 músicas dos Beatles, as melhores, e fiquei maravilhado com as músicas e passei a gostar de verdade dos Beatles e até comprar depois um vinil do John Lennon maravilhoso e um do Michael Jackosn que tinha uma música com Paul maravilhosa e que adorava o clip e olha que na época não existia a internet e o acesso as informações era muito difícil.
Paul no Brasil deve relembrar histórias de muita gente que viveu uma época de boa música, como não lembrar de "Hey Jude" e até mesmo "She loves you" que lembro do final do filme "Namorada de aluguel" que passava na sessão da tarde nos anos 80, esse filme nunca mais passou.
Paul, John, George e Ringo vão ser sempre lembrados e podem até morrerem mas suas músicas ficaram para sempre na memória, na vida das pessoas e no mundo.

Esse texto não é meu mas é muito bom.

Tudo começou quando eu tinha uns 14 anos e um amigo chegou com aquele papo de "experimenta, depois, quando você quiser, é só parar..." e eu fui na dele. Primeiro ele me ofereceu coisa leve, disse que era de "raiz", "natural" , da terra", que não fazia mal, e me deu um inofensivo disco do "Chitãozinho e Xororó" e em seguida um do "Leandro e Leonardo"
Achei legal, coisa bem brasileira; mas a parada foi ficando mais pesada, o consumo cada vez mais freqüente, comecei a chamar todo mundo de "Amigo" e acabei comprando pela primeira vez.
Lembro que cheguei na loja e pedi: - Me dá um CD do Zezé de Camargo e Luciano. Era o princípio de tudo! Logo resolvi experimentar algo diferente e ele me ofereceu um CD de Axé. Ele dizia que era para relaxar; sabe, sabe, coisa leve... "Banda Eva", "Cheiro de Amor", "Netinho", etc. Com o tempo, meu amigo foi oferecendo coisas piores: "É o Tchan", "Companhia do Pagode", "Asa de Águia" e muito mais. Após o uso contínuo eu já não queria mais saber de coisas leves, eu queria algo mais pesado, mais desafiador, que me fizesse mexer a bunda como eu nunca havia mexido antes, então, meu "amigo" me deu o que eu queria, um Cd do "Harmonia do Samba". Minha bunda passou a ser o centro da minha vida, minha razão de existir. Eu pensava por ela, respirava por ela, vivia por ela! Mas, depois de muito tempo de consumo, a droga perde efeito, e você começa a querer cada vez mais, mais, mais . . . Comecei a freqüentar o submundo e correr atrás das paradas. Foi a partir daí que começou a minha decadência.
Fui ao show de encontro dos grupos "Karametade" e "Só pra Contrariar", e até comprei a Caras que tinha o "Rodriguinho" na capa.
Quando dei por mim, já estava com o cabelo pintado de loiro, minha mão tinha crescido muito em função do pandeiro, meus polegares já não se mexiam por eu passar o tempo todo fazendo sinais de positivo. Não deu outra: entrei para um grupo de Pagode. Enquanto vários outros viciados cantavam uma "música" que não dizia nada, eu e mais 12 infelizes dançávamos alguns passinhos ensaiados, sorriamos fazíamos sinais combinados. Lembro-me de um dia quando entrei nas lojas Americanas e pedi a coletânea "As Melhores do Molejão". Foi terrível!! Eu já não pensava mais!! Meu senso crítico havia sido dissolvido pelas rimas "miseráveis" e letras pouco arrojadas. Meu cérebro estava travado, não pensava em mais nada. Mas a fase negra ainda estava por vir. Cheguei ao fundo do poço, no limiar da condição humana, quando comecei a escutar "Popozudas", "Bondes", "Tigrões", "Motinhas" e "Tapinhas". Comecei a ter delírios, a dizer coisas sem sentido.
Quando saia a noite para as festas pedia tapas na cara e fazia gestos obscenos. Fui cercado por outros drogados, usuários das drogas mais estranhas; uns nobres queriam me mostrar o "caminho das pedras", outros extremistas preferiam o "caminho dos templos". Minha fraqueza era tanta que estive próximo de sucumbir aos radicais e ser dominado pela droga mais poderosa do mercado: a droga limpa.
Hoje estou internado em uma clínica. Meus verdadeiros amigos fizeram única coisa que poderiam ter feito por mim. Meu tratamento está sendo muito duro: doses cavalares de Rock, MPB, Progressivo e Blues. Mas o meu médico falou que é possível que tenham que recorrer ao Jazz e até mesmo a Mozart e Bach.
Queria aproveitar a oportunidade e aconselhar as pessoas a não se entregarem a esse tipo de droga. Os traficantes só pensam no dinheiro. Eles não se preocupam com a sua saúde, por isso tapam sua visão para as coisas boas e te oferecem drogas.
Se você não reagir, vai acabar drogado: alienado, inculto, manobrável, consumível, descartável e distante; vai perder as referências e definhar mentalmente. Em vez de encher a cabeça com porcaria, pratique esportes e, na dúvida, se não puder distinguir o que é droga ou não, faça o seguinte: Não ligue a TV no Domingo a tarde; Não escute nada que venha de Goiânia ou do Interior de São Paulo; Não entre em carros com adesivos "Fui ... . Se te oferecerem um CD, procure saber se o suspeito foi ao programa da Hebe ou se apareceu no Sabadão do Gugu; Mulheres gritando histericamente é outro indício; Não compre nenhum CD que tenha mais de 6 pessoas na capa; Não vá a shows em que os suspeitos façam gestos ensaiados; Não compre nenhum CD que a capa tenha nuvens ao fundo; Não compre qualquer CD que tenha vendido mais de 1 milhão de cópias no Brasil; e Não escute nada que o autor não consiga uma concordância verbal mínima. Mas, principalmente, duvide de tudo e de todos. A vida é bela! Eu sei que você consegue!
Diga não às drogas.

Legião sempre Legião

Já se passaram 14 anos que Renato Russo morreu e vejo como ele está fazendo falta. Não só pelas músicas mas sempre achei Renato como um irmão mais velho, ele sempre tem uma música para cada momento de sua vida.
E músicas que não se perdem com o tempo, veja a música "Que país é este?", não mudou muito na política brasileira. Tem músicas alegres, tristes, de amor, de tragédia e de todos os gostos. Eleger uma música da Legião é muito difícil, cada um se identifica com uma por alguma razã ou acontecimento na sua vida, eu por exemplo tenho várias músicas, gosto de "Eduardoe Mônica" por ter o meu nome e algumas coisas parecidas comigo e até namorei uma Mônica, a música "Geração Coca-Cola" por marcar uma geração mas "Pais e Filhos" tem um dos versos mais completos que já ouvi e gostaria de ter escrito. "É preciso amar as pessoas como se não houvessem amanhã porque se você for parar para pensar na verdade não há" e várias vezes já pensei nisso, estamos vivendo sempre o hoje e sempre pensando no amanhã mas se não fizermos hoje o amanhã não terá, complicado isso mas Renato tinha isso, faziamos pensar e por conta própria.
Legião sempre Legião.

Papai Noel

Hoje levei meus filhos e minha sobrinha para ver a chegada do Papai Noel no Shopping Poços de Caldas. A única que gostou foi minha sobrinha, acho que menina é diferente nesses eventos, o meu mais velho(11 anos) por não acreditar já não estava com paciência para esperar pelo Papai Noel e o mais novo(3 anos) estava meio receoso e com medo.
O shopping estava lotado e estava muito sol e isso incomodava Felipe(o mais velho), minha sobrinha e o Lucas(o mais novo) se divertiam com músicas e o grande volume de gente. O Lucas foi ficando esperto com as movimentações e não quis tirar fotos com umas criaturas que diziam ser amigos de Papai Noel, uma delas pareciam uma fada e outro um gnomo, a única que tirou foto foi minha sobrinha.
De repente o Papai Noel desce numa tirolesa, parecendo um Papai Noel moderno fazendo piruetas no céu, minha sobrinha adorou, o Lucas ficou só observando e o Felipe já gostou porque aquilo estava acabando.
Me lembrei que quando era pequeno também não curtir a primeira vez que vi Papai Noel. Meu pai me levou no Maracanã para ver Papai Noel descer no campo de helicóptero, não curtir porque vi de longe e a primeira vez que fui no Maracanã queria ver um jogo não Papai Noel mas tudo bem.
Eu nunca gostei muito de Papai Noel porque num dos natais queme lembrou ele esqueceu meu presente e se não fosse minha mãe ir atrás dele, ele iria embora sem entregar o meu presente,, eu não lembro quantos anos tinha mas depois disso sempre desconfiei do bom velhinho.

Eu estarei lá

Eu estarei lá

“Quando você precisar
Quando você chorar
Quando procurar
Alguém para amar
Eu estarei lá
É só chamar meu nome
Eu vou estar lá

Quando quiser caminhar
Quando sua mão estiver só
Quando seu coração for sonhar
Eu estarei lá
Basta me chamar
Eu vou estar lá

Quando se sentir só
Quando quiser conversar
Quando cansar de procurar o amor
Quando a ausência virar dor
Eu estarei lá
Grite meu nome
Eu vou estar lá

Quando desenhar um coração
Quando precisar de um nome
Quando quiser sorrir
Até mesmo quando quiser partir
Olhe pelos ombros
É a brisa
Eu estarei lá
Nem precisa chamar
Eu já estarei lá

O amor fica
Ele não morre
E a saudade
É o amor que fica
Um dia vamos andar juntos
E rir disso tudo
Pode ter certeza
E quando a tempestade passar
E o sol voltar a brilhar
Eu vou estar lá
E quando você chegar
Eu estarei lá”

Eduardo Carioca

Introdução

“Soldados”

Somos todos iguais. Quando crianças somos inocente, pura, saudável e levada. Depois crescemos por dentro e por fora, muda-se tudo, começando pelo nosso corpo.
Na adolescência tentamos mudar o mundo, lutamos, brigamos, não obedecemos ninguém. Somos os donos da verdade, vivendo em separado, por uma nação sem rumo mas quando jovens formamos grupos, se tem lideres, se formam clubes, times e bandas. Todos unidos por um só objetivo, amigos.
É uma pena que se cresce e vê um mundo adulto violente e egoísta. Cadê o brilho da geração Coca-Cola? Cadê as flores que formam o buquê? Quem são essas flores? Quem somos nós? Quem sou eu e quem é você? Cadê nossos reis? Cadê nossa religião? Cadê o futuro que estava ali, na nossa frente? Onde estão todos? Estou sozinho mesmo na multidão, todos me olham mas não enxergo ninguém. Todos estão rindo em separado. Cadê os irmãos e irmãs? Cadê meus amigos e seus amigos? Seus pais, seus filhos, minha tribo, meu estado, onde estão? Todos cantam uma canção diferente, gritando o mesmo refrão.
Este é o livro das flores
Este é o livro do destino
Este é o livro de nossos dias
Este é o dia de nossos amores.

Eduardo Gomes Dancuart – 09/03/1998


“É preciso amar as pessoas como se não houvessem amanhã porque se você parar para pensar na verdade não há”
Renato Russo 1960 - 1996