terça-feira, 30 de junho de 2015

Intolerância com a tolerância.

                Não sou contra casamento homossexual muito menos contra homossexuais e nem contra quem colocou o perfil colorido nas redes sociais. Hoje em dia tudo colocado em redes sociais é perigoso. Ter opinião é complicado. Na rede social tudo é imediato e qualquer moda gera discussão, que a meu ver é inútil.
                O fato de os americanos aceitarem o casamento homossexual mobilizou o mundo todo e motivou uma onda arco-íris nas redes sociais. Não sou contra, mas não vi necessidade em colorir o meu perfil. Achei uma atitude bacana e fiquei assustado com a repercussão negativa de alguns.
                Não sou religioso. Nas redes sociais muitos evangélicos, cristãos e seguidores de alguma religião sempre postam mensagens religiosas e nunca me incomodei com isso e nem sou contra. Tem gente que coloca fotos de mulheres seminuas; gosto de mulher, mas acho vulgar algumas fotos. Algumas mulheres colocam fotos de homens sarados, sem camisa; não gosto de homem, mas também não sou contra quem gosta. E as postagem sobre políticas que já estão enchendo o saco, mas mesmo assim não sou contra. Tem postagem que não concordo, mas não critico. É a opinião da pessoa, sendo certa ou errada não cabe a mim julgar e cada um sabe o que pensa, embora ainda acho que alguns deveriam ficar calados.
                Opinião hoje em dia é complicado, ainda mais em redes sociais. É uma vigilância da vida alheia enorme, tudo gera polêmica. Um simples arco-íris gerou uma revolta sem cabimento, afinal você é contra casamento homossexual ou contra quem coloca o perfil em arco-íris? Pessoas falando em família, da fome da África e outras coisas que não tem nada a ver. Será que essas pessoas fazem doação para as criança africana? Temos bolsa família que todos criticam, mas não fazem nada para dar certo. Tem iPhone, tablet e outros produtos eletrônicos e mesmo assim preocupado com a fome mundial?
                Sempre tive cuidado em falar sobre homossexuais e outros assuntos porque tenho filhos e não posso cria-los para maltratar alguém ou até mesmo ser radical em certos assuntos. Falo para eles estudarem e lerem sobre todos os assuntos, pois só podemos opinar se soubermos como é tratado certos assuntos. Vejo muita gente criando de uma forma bem radical seus próprios filhos... mas cuidado... não sabemos o que nossos filhos serão ao crescerem.

                As pessoas estão individualistas mesmo assim se preocupam com os outros, de forma negativa. Tem que haver respeito e coerência nas posições. Hoje a palavra do momento é tolerância mesmo existindo tanto intolerância no mundo.

Polêmica Sertaneja

             Confesso que não conhecia Cristiano Araújo e muito menos ouvia suas músicas, mas respeito quem gosta. Confesso que não é um segmento musical de meu interesse por isso nem busquei informação de quem teria sido Cristiano Araújo, só observei as polêmicas envolvendo sua morte.
                Com esse fato percebi como a mídia gosta de transformar um acidente trágico em ídolos. Sei que ele devia ser ídolo de muita gente, mas acho também que a mídia nos empurra goela abaixo os ídolos que às vezes não queremos.  Muitos podem falar que se fosse um ídolo do rock eu estaria procurando informações da sua morte.
                Em minha opinião, exagerado é a forma que foi conduzida a notícia pela Globo, por exemplo. Teve apresentadores que não sabiam quem era Cristiano Araújo e nas redes sócias tinha gente achando que era dupla e é, a partir desses fatos, que nossa preocupação deveria aparecer.
                A Globo se mostrou bem interessada no assunto e sempre que a mesma tem um interesse intenso, eu desconfio. Também não acho certo a exposição das famílias e muito menos do acidente. Todos os dia vejo minha rede social e me deparo com fotos de acidentes, crianças machucadas, animais mal tradados e outras coisas mais... mas quando são de seus ídolos não é correto. Não estou defendendo quem fez e publicou, mas isso tem todos os dias e ninguém faz nada contra.
                Pegamos o acidente com o candidato Eduardo Campos, todos se comoveram e tiraram até selfies e posso quase ter certeza que muita gente não o conhecia. Eu mesmo nunca tinha ouvido falar, somente depois de sua candidatura. O engraçado é que quando morreu ficou legal e a mídia, mais uma vez, fez um alarde para mostrar ao povo: “mais um herói morreu”.
                Até acredito que Cristiano Araújo iria virar um Luan Santana, Gustavo Lima ou um Michel Tcheló, mas realmente não era conhecido no Brasil inteiro. Agora todo mundo sabe quem foi Cristiano Araújo.
                A declaração do Zeca Camargo foi inoportuna e feita num momento errado. Assisti ao vídeo até o final para não acompanhar os “modinhas” que nem sequer assistiram, mas já estavam xingando. Confesso que é um assunto a se pensar. A pressão da massa para nos impor ídolos que nem conhecemos. Confundem o verdadeiro significado da palavra admiração. Muitos não sabem a diferença entre admirar e idolatrar. Só pra constar: ídolo é uma construção com afinidades de cada um. Nunca gostei de Fórmula 1 e só gostava dos pilotos brasileiros, mas não tinha como ídolos. Mesmo assim sei da importância de Ayrton Senna na vida de alguns e acredito que ele era ídolo de muita gente, inclusive lá fora. Renato Russo foi um dos meus poucos ídolos. Quando faleceu eu estava no Rio e fui prestar homenagem na porta de seu prédio. Ídolo é individual de cada um, mas hoje a mídia transforma tudo em herói, para o Bial os bbbs são heróis!
                Devemos tomar cuidado ao expressar opiniões hoje em dia, pois a informação está rápida demais e às vezes uma vírgula pode mudar todo um significado para alguém. A interpretação é livre e isso é perigoso nos dias de hoje.
                E só para constar não tenho nada contra quem é adulto e compra livro para pintar!